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Artigo: Bolsonaro: Uma história mal contada

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Cheque de um ex-assessor do filho de Bolsonaro e entregue à primeira dama é no mínimo uma história estranha, mal contada! O ESTADÃO assim contou essa “história”, na reportagem “Cheque a Michele é parte de dívida, diz Bolsonaro”: “O cheque de R$ 24 mil depositado pelo PM Fabrício Queiroz, então assessor do deputado Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), em uma conta da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro, se tornou nos últimos dias a principal preocupação do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e seu grupo mais próximo. Ontem [7/12], dois dias depois de o ESTADO revelar que relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentação atípica (sic) de 1,2 milhão em uma conta de Queiroz, uma versão do repasse para Michelle foi apresentada pelo próprio presidente eleito. (…) O então assessor de Flavio Bolsonaro foi exonerado em 15 de outubro.” Divida do assessor? História estranha, mal contada…

Outra notícia do jornal, na mesma data: Onix e Moro evitam falar sobre relatório do Coaf. Onix se irritou com perguntas dos jornalistas sobre o assunto. Já Sérgio Moro evitou falar sobre o relatório da Coaf durante a entrevista. Essas atitudes deixaram a história mais estranha!

Em Editorial, sob o título: “Em família”, (8/12), a FOLHA comentou: “Entre os meses de janeiro de 2016 e de 2017, o policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz foi responsável por movimentações bancárias no valor de R$ 1,2 milhão, uma quantia aparentemente incompatível (sic) com sua realidade financeira. (…) Naquele período, Queiroz trabalhava como assessor parlamentar do deputado estadual Flavio Bolsonaro (PSL-RJ) – que é filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e que conquistou cadeira no Senado para a próxima legislatura. (…) Segundo um relatório produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), relativo à Operação Furna da Onça (um desdobramento da Lava Jato no estado) entre as transações de Queiroz estaria um cheque de R$ 24 mil destinado a Michelle Bolsonaro, futura primeira-dama do país. (…) Se já provocava constrangimento o episódio de caixa 2 admitido (sic) pelo futuro ministro da Casa Civil, Onix Lorenzoni (ao qual se seguiram suspeitas de nova parcela supostamente paga pela empresa JBS), agora é o próprio núcleo familiar do presidente eleito que se vê diante da necessidade de prestar esclarecimentos à opinião pública. (…) Afinal, qual a origem do dinheiro à disposição do assessor parlamentar? Por que ele tinha valores a pagar à esposa do presidente eleito? (…) A propósito, chama a atenção, pelo ineditismo (sic), a influência exercida pelos filhos do futuro mandatário na conformação do novo governo. (…) Agora, contudo, a situação mostra-se particularmente espinhosa. Não se trato de uma manifestação desastrada de um dos “garotos” (como o pai costuma referir-se aos filhos), mas de suspeita (sic) documentada acerca de movimentação financeira sem origem conhecida. (…) O caso torna-se nebuloso ao se saber que o assessor também fez depósitos em favor de sua filha – até recentemente empregada no gabinete de Jair Bolsonaro. (…) Para que não pairem dúvidas sobre a conduta do futuro chefe do Executivo e de seus familiares, é preciso que o caso seja esclarecido com presteza. As explicações dadas até agora para tantas operações permanecem insatisfatórias”.

Manchete do UOL: “Ex-assessor do filho de Bolsonaro fez 176 saques em 2016, um a cada dois dias”. Não é uma história estranha? Para mim, aí tem! Cabe agora ser devidamente investigada. Será? A conferir…

 

Jasson de Oliveira Andrade é jornalista em Mogi Guaçu

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