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Artigo: Bolsonaro ofende Mourão

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Bolsonaro surpreendeu mais uma vez. Agora ao ofender Mourão, vice-presidente. Segundo Mônica Bergamo, na notícia “Você deveria ter sido meu vice, e não esse Mourão aí (sic), diz Bolsonaro a príncipe”, a colunista revela: “Jair Bolsonaro preferia o príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança como seu vice e não Mourão”

O presidente cometeu uma grande injustiça à Mourão. Se no passado Michel Temer tramou o impeachment de Dilma para ficar no lugar dela (foi um traidor), Mourão, ao contrário é fiel. Bolsonaro foi desrespeitoso com Mourão ao dizer ao príncipe, que é de extrema-direita, que o preferia no lugar de seu vice.  O presidente foi ingrato ao dizer sobre a sua preferência!

Bolsonaro vai criar novo partido

O presidente, com já escrevi, está em atrito com o PSL partido que o elegeu. Pretende mesmo sair dele e criar nova sigla, que deve ser batizada como “Aliança pelo Brasil”. Segundo o Estadão, dos 53 deputados do PSL, ao menos 27 prometem acompanhar o presidente.

Cláudio Couto, professor da FGV, em artigo ao Estadão, sob o título “Verdadeira agremiação do presidente é a sua família”, analisa essa atitude dele: “Quando levou a fatídica facada, Jair Bolsonaro vestia uma camiseta verde-amarela com o dizer “Meu partido é o Brasil”. Seus filhos, centrais na política do governo, também a envergam. Nas manifestações de 2013, que abriram caminho para a emergência da nova direita (sic), cuja maior expressão é o bolsonarismo, manifestantes ostentavam faixas com o lema “Meu partido é meu país”. O sentimento antipartidário marca estes tempos, assim como a emergência da extrema direita, aqui e alhures. (…) O PSL, agremiação que abandona, é “apenas” a sexta (sic) pela qual passou. Começou no PDC, que por fusão resultou no PPR (novo nome do PDS, sucessor da Arena) e, mediante nova mescla, virou PPB. Logo, tratava-se de uma só organização. Dali foi para o PTB, depois para o PFL (atual DEM, dissidência do PDS), voltou ao PP (novo nome do PPB), saiu para o PSC e, após um biênio, entrou no PSL não sem antes flertar com o Partido Ecológico Nacional (PEN). (…)

Bolsonaro quer criar mais um partido em país tão pródigo neles. Ameaça levar consigo ao menos 30 dos poucos mais de 50 deputados que ajudou a eleger, além das possíveis adesões. Os partidos, porém, importam pouco para Bolsonaro. Sua política é a da família (sic) – sua verdadeira agremiação. Deve, porém, seguir sem os polpudo fundo partidários e eleitoral que ajudou a inflar. E sem voto de que precisa num Congresso sem coalizão governista”.

Bolsonaro conseguirá o número de assinaturas para fundar o novo partido? A conferir!

 

Jasson de Oliveira Andrade é jornalista em Mogi Guaçu

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