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Artigo: Bolsonaro não é o novo Collor

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O que mais me incomoda nos órgãos de imprensa ultimamente e na grande mídia como um todo é o cinismo e o pedantismo de seus agentes, nos quais estão inclusos repórteres, jornalistas, editores e etc., que posam de defensores da pluralidade de ideias e do livre pensar. Pregam o jornalismo feito com imparcialidade, defendem o politicamente correto com unhas e dentes, mas jamais assumem que praticam um jornalismo enviesado ideologicamente.

Fato este que não é problema algum, já que estamos em um país no qual nossa carta magna assegura a livre manifestação do pensamento, pelo menos teoricamente. O grande problema é quando se usa conjunturas que nada tem a ver com o fato em si mesmo para justificar o antagonismo a esta ou aquela ideia. Por exemplo, atualmente, a palavra democracia se transformou numa figura de linguagem, numa espécie de fetiche, capaz de ser empregada para embasar a defesa dos motivos mais escusos.  E é neste tom que segue o artigo “Bolsonaro é um novo Collor? ”, publicado na edição de 28/07/18 deste jornal.

Registre-se que o fato mais curioso no artigo supracitado, é o fato do jornalista Jasson de Oliveira Andrade se “esconder” atrás da fala de seus pares em outros artigos, deixando no ar os questionamentos acerca da postura do candidato à presidência Jair Bolsonaro, para somente nas duas linhas finais concluir que este é pior do que Collor, ainda com o agravante de ser um perigo para a democracia. Ah, faça-me o favor. Será que essa é uma estratégia para se fazer de “isentão” e não assumir nenhuma responsabilidade pelas informações nada fundamentadas no artigo em questão?

Olha, se não é, deveria ser viu, pois, seu colega de profissão, Flávio Magalhães, faz uso de uma retórica que não se diferencia em nada com a dos militantes petistas, que bradam aos quatro ventos “Lula Livre”. A utilização do jargão falacioso de que os simpatizantes de Bolsonaro são a favor da ditadura militar e a classificação pejorativa dos conservadores como “extrema direita”, constitui-se na prova cabal de que o conhecimento sobre ciência política por parte dos jornalistas mencionados é quase nulo. E aparentemente estes não têm a mínima ideia de quem é Edmund Burke, G.K. Chesterton, Roger Scruton e Thomas Sowell, bem como o que é e o que representa o pensamento conservador. Isso por si só explica muita coisa.

O jornalista acerta quando fala que Bolsonaro tem apenas dois projetos aprovados em toda sua carreira como Deputado Federal, mas porque não mencionar também os 171 projetos de lei, de lei complementar, de decreto de legislativo e propostas de emenda à Constituição (PECs) apresentados pelo presidenciável até hoje? Porque não salientar que Bolsonaro é uma andorinha conservadora que por muito tempo voou sozinha em meio aos abutres do Legislativo, tomado por políticos esquerdistas que representam a pior face do “Establishment”?

Talvez porque isso faria o leitor entender o porquê de um número tão baixo de projetos aprovados na Câmara dos Deputados. Seu voo em direção oposta ao do “status quo”, explica muito bem por qual razão o militar da reserva não responde a nenhum processo por corrupção, podendo declarar tranquilamente seus bens junto ao imposto de renda, provando que o aumento de seu patrimônio ao longo de sete mandatos parlamentares é fruto apenas do bom salário que recebe como deputado federal. Portanto, sem sombra de dúvidas, Bolsonaro não é o novo Collor. Se será um bom presidente ou não, isso é assunto para outro dia.

Quanto a declaração de Steven Levitsky para o “Esquerdão”, na qual diz que os americanos erraram ao eleger Trump em 2016, digo que este “erro” do eleitorado resultou numa revisão do sistema fiscal do país, produzindo um corte de 20 pontos percentuais referente a impostos, fazendo com que a economia dos Estados Unidos crescesse num ritmo anual de 4,1% no segundo trimestre de 2018, a maior desde 2014. Acho que isso é uma afronta e tanto a democracia, o ideal é ser igualmente miserável, tal como nos regimes socialistas.
Adriano de Oliveira Barros é formado em Administração de Empresas e faz gestão de patrimônio em uma Instituição Educacional privada

 

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