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Artigo: Bolsonaro e o ditador Pinochet

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Bolsonaro surpreendeu ao elogiar o ditador Pinochet. O Estadão (5/9) assim noticiou essa atitude do presidente: “Bolsonaro ataca Bachelet e causa atrito (sic) com Chile”: O presidente Jair Bolsonaro atacou ontem [4/9] a ex-presidente do Chile, Michele Bachelet, e seu pai Alberto Bachelet — torturado e morto pela ditadura de Augusto Pinochet –, e exaltou o golpe militar no país vizinho. (…) Aliado (sic) de Bolsonaro, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, disse em pronunciamento que não compartilha da “alusão feita pelo presidente Bolsonaro a uma ex-presidente do Chile e, especialmente, num assunto tão doloroso quanto a morte de seu pai”

No Brasil, a declaração dele também repercutiu mal. “Declarações merecem repúdio”, diz Serra. “O senador e ex-chanceler José Serra (PSDB-SP) – que foi para o exílio no Chile durante a ditadura militar brasileira e chegou a ser preso no país depois que o general Augusto Pinochet tomou o poder – repudiou os ataques do presidente Jair Bolsonaro à ex-presidente chilena Michelle Bachelet e seu pai Alberto Bachelet. (…) “O presidente deu uma declaração que agride os direitos humanos e o povo chileno, e merece todo nosso repúdio”, escreveu em nota enviada ao ESTADO”. “Elogiou o covarde (sic) assassinato do general Bachelet, pai da ex-presidente do Chile Michele Bachelet, na época da ditadura militar chefiada pelo abominável (sic) general Augusto Pinochet”.

No meu livro “Defensores da Ditadura Militar Estão na Contramão da História”, consta o artigo “Pinochet, o ditador corrupto (sic)”, no qual conto quem foi esse ditador elogiado por Bolsonaro: “Em vista da corrupção que campeia no Brasil, um conhecido me disse: “Precisamos de Um Pinochet”. Ele desconhecia que o ditador chileno, no poder de setembro de 1973 a 1990, era um corrupto como se pode verifica com essa manchete do Estadão (5/10/2007): “Família Pinochet é presa (sic) por desfalque – viúva do ex-ditador, os cinco filhos e outros 17 aliados são detidos pelo suposto desvio de US$ 27 milhões” Ele, portanto, não serve de exemplo para combater os nossos corruptos. Pinochet é pior. Antes de morrer, em dezembro de 2005, aos 91 anos, esteve preso (sic). Como estava doente, ficou em prisão domiciliar. Além de torturar e matar, o ditador chileno era ainda acusado de suposto desvio de dinheiro”. Eis aí, o torturador e ladrão, que Bolsonaro admira!

Reinaldo Azevedo analisou essa posição do presidente: “O que o Brasil ganha com essa fala de Bolsonaro? Nada! Como país descemos um pouco mais na escala da decência (sic) e do respeito aos direitos humanos”. Bruno Boghosian, na Folha, escreveu: “Vexame internacional gratuito”. Dizendo ainda: “Bolsonaro não perde uma oportunidade para enaltecer a tortura e os assassinatos políticos (sic)”.

Bolsonaro deve esquecer o negro passado (Ustra e Pinochet) e começar a governar. Foi para isso que ele foi eleito!

 

 

Jasson de Oliveira Andrade é jornalista em Mogi Guaçu

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