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Artigo: Bebendo na fonte

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A História é a mestra da vida”, ensina um antigo ditado lembrando-nos que o passado alicerça o presente e ilumina o caminho para construirmos o futuro. Assim, a História já vivida será permanente fonte para compreendermos os rumos que nos trouxeram até onde chegamos, um recurso que não se pode descartar se desejamos ser coerentes no tempo presente. Ignorar a História equivale a rejeitar a inteligência humana que é pródiga e deslumbrante.

Preparando as celebrações da Padroeira de Mogi Guaçu, recorremos à História de nossa cidade que se desenvolveu nos seus inícios muito unida às atividades da Igreja aqui presente. Desde o século XVII já se tem conta da devoção a Nossa Senhora da Conceição nesse lugar banhado pelo rio “grande das cobras”; muitas pessoas contam dos milagres aqui ocorridos e da proteção materna que há séculos se constata em nossa cidade. Das legendárias enchentes que se conta, um fato muito intrigante é que em nenhuma delas a Igreja Matriz foi inundada; enquanto se andava de barcos pela praça do Recanto, as águas não chegam na Igreja. Aliás, a própria Matriz de Mogi Guaçu foi construída de forma a desafiar a “trena” de engenheiros e arquitetos, basta ver suas medidas e dimensões internas. Muita gente boa se dedicou ao serviço da Igreja e das pessoas que desde então formavam a comunidade guaçuana. Muitos eventos da história nos ensinam que “não basta dizer Senhor, Senhor” para participar do seu Reino.

O Apóstolo Tiago ensina que a “Fé sem obras, é morta” e, por isso, quando constatou que a formação dos fiéis da comunidade era insuficiente, o padre José Armani abriu as portas da Igreja Matriz para que ali funcionasse uma escola com a intenção de trazer ao maior número de pessoas a instrução elementar, o incentivo à leitura e a desacomodação social de forma que ninguém se sentisse excluído da ciranda das letras. Outro caso foi a ação social da Igreja que se preocupa com os que mais sofrem, ou seja, a Casa da Criança, o “Lar” da velhice e Casmoçu criados pelo padre Longino se tornaram um sinal de que o “pão de cada dia” precisa ser repartido com os que dele necessitam, desde o início da vida até seu final. Em ambos os casos as ações visavam às pessoas não importando seu credo.

Ao longo desses trezentos e poucos anos, e com esses dois exemplos dentre tantos que poderiam ser citados, podemos dizer que a devoção à Virgem Imaculada leva o povo cristão católico a “fazer tudo o que Jesus diz”, ou seja, colocar em prática o amor generoso aos irmãos. A Virgem Maria corre apressadamente para servir sua parente, Izabel; ela se preocupa e intercede em favor dos noivos em Caná; ela proclama as maravilhas de Deus que “derruba os poderosos e eleva os humildes”, que “socorre os pobres e despede os ricos sem nada”; é Maria que nos impulsiona a viver a fé sem esmorecer, a ensinar a verdade do Evangelho às nossas crianças para que cresçam saudáveis e busquem o essencial para seu viver.

Hoje, com nossas comunidades e paróquias, a Igreja multiplica seu apostolado anunciando a Boa Nova do Evangelho, cuida para que nada, nem ninguém, diminua ou desrespeite a dignidade da vida dos filhos e filhas de Deus; em cada Eucaristia proclama que todos somos irmãos e que unidos em Cristo poderemos mudar, melhorar e fazer a sociedade e o mundo serem diferente.

Celebremos com devoção nossa Padroeira, a nossa Mãe que nos ensina a viver a fé e a confiança em Jesus Cristo, o nosso Salvador. A Virgem Imaculada nos proteja sempre e abençoe nossa cidade, nossas comunidades e nossas famílias.

Salve Maria!

 

João Paulo Ferreira Ielo é pároco na Igreja Matriz Imaculada Conceição

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