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Artigo: As denúncias da VEJA contra Moro

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A revista VEJA de 10/7 traz denúncias arrasadoras contra Moro. Na capa consta a foto de Moro em uma balança, com a legenda: “Justiça com as próprias mãos – Diálogos inéditos (sic) mostram que Sérgio Moro cometeu irregularidades, desequilibrando a balança em favor da acusação nos processos da Lava-Jato”.

Na página interna, na reportagem sob o título Justiça a todo custo, Veja revela em vários tópicos a parcialidade de Moro: “Faltou uma prova – O chefe da força-tarefa, Deltan Dallagnol, informa Laura Tessler, também procuradora, de que Moro o havia alertado sobre a falta de uma informação na denúncia de um réu (Zwi Skomichki, representante de um estaleiro que pagou propinas a ex-funcionários da estatal, entre eles Eduardo Musa, mencionado por Deltan na conversa. A informação foi incluída no dia seguinte. A atitude do juiz [Moro] é ilegal (sic), pois ele está ajudando os procuradores a fortalecer a peça da acusação em prejuízo da defesa”. A seguir a VEJA publica o diálogo entre Dallagnol e Laura Tessler.

 Em outro destaque (escondendo o jogo), a Veja revela: “O procurador Athayde Ribeiro Costa pergunta em um dos grupos da força-tarefa de Curitiba quem sabe onde está um documento apreendido por Flavio Barra, executivo da Andrade Gutierrez, preso pela Lava Jato. Um interlocutor não identificado, diz que acabou esquecendo de “eprocar” o tal documento, ou seja, esqueceu-se de incluí-lo no processo eletrônico (chamado de e-proc) pois o “Russo” (Sérgio Moro) a havia orientado a “não ter pressa”. Problema gravíssimo (sic): um juiz não pode pedir pressa ou guardar algo que foi apreendido na busca e apreensão.  A conduta também pode levar o magistrado à suspeição (sic)”. A seguir a revista transcreve o diálogo.

Adiante a VEJA publica: “Trabalho em conjunto” – Moro cobra Dallagnol sobre a data em que o MPF se manifestará a respeito de um habeas-corpus impetrado pela Odebrecht. Deltran diz que pretende fazê-lo no dia seguinte. Sem conseguir finalizar o trabalho, o procurador avisa ao juiz que precisará de mais um dia, e sugere enviar uma versão provisória para que Moro possa utilizá-la no preparo de sua decisão. O diálogo mostra o nível de promiscuidade (sic) entre acusador e julgador. Trata-se também de uma relação que fere (sic) a lei: juiz e procurador não fazem parte da mesma equipe”.

Existem outros gravíssimos diálogos, mas esses que transcrevemos revelam a parcialidade do juiz, hoje ministro da Justiça, Sérgio Moro. Se a imagem dele já estava arranhada, como escrevi no artigo “Moro encrencado”, agora ficou mais arranhada!

 

Jasson de Oliveira Andrade é jornalista em Mogi Guaçu

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