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Artigo: Ainda Bolsonaro

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A edição da revista Época desta semana publicou uma reportagem de Bruno Abbud e Cleide Carvalho, sob o título “O Pequeno Bolsonaro – Em Eldorado-Xiririca, no interior de São Paulo, os anos de formação do candidato a presidente que inquieta (sic) o país”.

 Na reportagem, essa revelação: “A família Bolsonaro se mostra próspera nos negócios comerciais no interior de São Paulo. Controla um pequeno império (sic) com pelo menos 19 empresas registradas em oito municípios, que somam 30 lojas”. Adiante essa outra revelação: “Na praça de Eldorado, um taxista questionou o enriquecimento (sic) dos Bolsonaros. “O cara é forte”, afirmou, referindo-se a Jair. (…) “Todo esse império que eles construíram foi por meio da política”. Trocando em miúdo: Bolsonaro ficou rico com a política. Em quase 30 anos de mandato, praticamente nada fez. No entanto, construiu um império!

Na mesma edição, a Época publicou um artigo do brasilianista Brian Winter, sob o título “Alerta da Trumplândia: Atenção a Bolsonaro”. No texto ele alerta: “Todas as manhãs, ao ler os jornais brasileiros e navegar pelo Twitter, sinto vontade de largar minha xicara de café, abrir a janela, virar minha cabeça para o sul e gritar: “Como vocês podem cometer os mesmos erros (sic) que nós cometemos? (…) Vocês não viram como pisamos na bola [votando em Trump] ?“. Aí fica o alerta, confirmando o que escrevi : Bolsonaro é uma mentira, uma mistificação. Um político medíocre.  O jovens que o admiram, devem pensar nesse alerta.

A morte do ditador Videla

Ariel Palacios, também na Época, escreveu uma reportagem sobre Videla, ex-ditador da Argentina. No texto esclareceu que, em 2013, quando ele faleceu Videla estava cumprindo  prisão perpétua (sic) na penitenciária de Marcos Paz  pelo sequestro, tortura (sic) e assassinato  de civis, além de roubo de bebês, filhos das desaparecidas. Videla teve uma morte ridícula, desprezível. O autor mostra com ela se deu: “Muitos generais morrem em campo de batalha, outros são assassinados em revoluções e golpes de Estado. Alguns morrem na placidez do leito em suas casas – e alguns, como seu último suspiro, pronunciam alguma frase patriótica retumbante. O ex-general Videla morreu em uma situação desprovida de teor heroico: sobre o vaso sanitário de sua cela. Ali, o outrora todo-poderoso, com as calças do pijama arriadas, longe da pose marcial, foi encontrado pelos guardas, que o viram sentado, reclinado para frente, ao lado de um prosaico (sic) rolinho de papel higiênico”.  Sem comentário! Ariel Palacios informa que “os argentinos elegem 2 de agosto, nascimento do ex-ditador Videla, como a data do desprezo (sic)”.  No Brasil, ao contrário, os torturadores são homenageados, como aconteceu com o Ustra, elogiado pelo Bolsonaro, quando do voto pelo “sim” a favor do impeachment de Dilma. Devemos lembrar que o Chileno foi preso nos Ypês (Mogi Guaçu) e condenado no Chile como torturador. Morreu também no presídio.

Em Tempo: Já estava escrito este artigo, quando tomei conhecimento da resposta de Adriano de Oliveira Barros ao meu texto anterior. O escriba dá a entender que são os petistas que atacam Bolsonaro. Ledo engano. Alckmin afirma que os problemas do Brasil não serão resolvidos “a bala”. O presidenciável tucano, na minha opinião, exagerou ao afirmar:  “Bolsonaro  e PT são iguais”! Ciro Gomes diz que Bolsonaro é “tresloucado”, “despreparado”. Marina diz que Bolsonaro “será incontrolável” se chegar ao poder. Afirmou ainda que ele “evoca o lado escuro da força”.

O general da reserva Hamilton Mourão, um dos consultores de Bolsonaro e candidato a vice dele, em entrevista ao Estadão (26/7), critica um certo radicalismo nas ideias dele, até meio boçal (sic). O escriba da extrema direita não pode dizer que o general Mourão seja petista! Quanto Bolsonaro de pobre tornar-se rico, a reportagem de Época, da Globo, explicou como se deu. Não se pode afirmar que a revista Global seja petista… Os leitores devem ler os dois artigos e tirarem suas próprias conclusões.

 

Jasson de Oliveira Andrade é jornalista em Mogi Guaçu

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