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Artigo: Ainda a briga no PSL

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Em meu último artigo abordei a briga: Bolsonaro x PSL. A briga ao invés de diminuir aumentou. E muito! O Estadão, na reportagem “Grupo de Bivar no PSL impõe revés a Bolsonaro”, noticiou: “A crise que opõe o presidente Jair Bolsonaro e a cúpula do seu próprio partido, o PSL, se tornou ontem [17/10] uma guerra declarada com divulgação de áudios, ameaças, rasteiras (sic) e retaliações.”

Outra medida polêmica de Bolsonaro: ele destituiu a líder do governo na Câmara Federal, deputada Joice Hasselmann (1.078.666 votos). Em entrevista ao Estadão, ela disse: “Já esperava como retaliação, mas com um pouco mais de respeito, fidalguia e gratidão. Por todo esse tempo que eu me dediquei. Afinal de contas, carreguei muitas coisas nas costas, apaguei incêndios e atuei para construir pontes quando o governo atuou para implodir {o PSL].  Mas sabia que a gratidão não está entre as qualidades que cercam o presidente”. A ser perguntada pelo jornal porque não assinou a lista de Bolsonaro que pedia para Eduardo [filho] ser o novo líder do PSL, ela respondeu: “Eduardo seria pior dos líderes. Ele não é nada conciliador (sic)”.

Bolsonaro tentou também destituir o líder do PSL na Câmara, delegado Waldir (PSL-GO) para colocar seu filho no lugar. Delegado Waldir declarou: “Eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele. Não tem conversa. Eu implodo ele. Eu sou o cara mais fiel. Acabou, cara. Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo (sic). Eu andei no sol em 246 cidades para defender o nome desse vagabundo”. É mais um que se queixa da ingratidão do presidente, a outra, como vimos, foi a deputada Joice.

A jornalista Vera Rosa, no texto “No divórcio do PSL, vingança é prato que se come frio”, publicado no Estadão, comenta: “A lavação de roupa suja em que se transformou a crise no PSL, está longe do fim e, ao que tudo indica, muito água enlameada (sic) ainda vai rolar debaixo da sigla. (…) Desde o último dia 15, quando a Polícia Federal vasculhou endereços ligados a Bivar, em Pernambuco, a briga no PSL  virou um vale tudo assustador.(…) Nos bastidores, as duas alas que hoje disputam o comando do PSL, afirmam que vingança é “um prato que se come frio”. Quem sobreviver, verá”.

O Painel da Folha noticiou: “Briga intestina fragiliza a imagem de Bolsonaro no Congresso e desmoraliza o PSL”. Igor Grelow, na Folha, afirma: “Bolsonaro paga o preço por governar em família”. Sem comentário!

Há mais de cinquenta anos acompanho a política brasileira. Nunca tinha visto um governo ser oposição ao próprio governo. Bolsonaro, que já foi deputado por quase 30 anos, conseguiu essa façanha!

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