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Artigo: Acompanhamento Escolar

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Compreender e lidar com as dificuldades de aprendizagem enfrentadas por muitos alunos é um grande desafio que oferece dúvidas bem como incertezas, em maior ou menor grau, para a grande maioria dos professores preocupados em propiciar uma aprendizagem efetiva para todos os seus alunos. Isto requer o exercício de busca de uma visão abrangente das dificuldades de aprendizagem, encarando-as com toda a complexidade que lhes caracteriza e buscando compreendê-las a partir de uma interação de fatores (sociais, psicológicos, familiares, pedagógicos, orgânicos) que podem atuar como facilitadores ou inibidores da aprendizagem escolar.

Os problemas na aprendizagem podem ser classificados em duas categorias: dificuldades ou transtornos. As dificuldades são o resultado de um baixo rendimento escolar em consequência de muitos fatores isolados ou em interação, como, por exemplo, falta de interesse e motivação, perturbação emocional, inadequação metodológica ou mudança no padrão de exigência da escola. Nesses casos, de um modo geral, um trabalho pedagógico efetivo e/ou adaptações nas propostas pedagógicas são estratégias capazes de promover avanços na aprendizagem. As dificuldades de aprendizagem são, em geral, de percurso, transitórias, e tendem a desaparecer à medida que são sanados os fatores causadores das mesmas.

Os transtornos específicos de aprendizagem, segundo o DSM-5, têm impacto nas habilidades acadêmicas gerais e seu diagnóstico envolve dificuldades persistentes em leitura (incluindo compreensão de leitura), escrita (expressão escrita e ortografia), aritmética ou habilidades de raciocínio matemático durante os anos de escolarização formal. Quando o prejuízo está no âmbito da matemática, as dificuldades podem se apresentar em senso numérico, memorização de fatos aritméticos, precisão ou fluência de cálculo e/precisão no raciocínio matemático.

Quando se trata de transtornos, as alterações nos padrões normais de aquisição de habilidades estão presentes desde os estágios iniciais do desenvolvimento, pois estes estão ligados a aspectos neurobiológicos. Portanto, os transtornos são mais persistentes e, mesmo com apoio especializado, podem não evoluir significativamente. Levando em consideração esta abordagem, há duas perspectivas referentes às dificuldades de aprendizagem: a primeira é que podem ser transitórias e possíveis de serem superadas com o apoio da escola e da família; a outra sugere problemas persistentes e mais graves e, por isso, não respondem às intervenções do professor, sendo preciso o encaminhamento para especialistas. Neste último caso, o papel de um professor atento e observador é fundamental para que o encaminhamento seja concretizado, pelo bem dos seus alunos.

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