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Artigo: A prisão de Lula

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O Supremo Tribunal Federal negou, por 6 a 5, o habeas corpus apresentado pela defesa de Lula contra a sua prisão. Com essa decisão, o juiz Sérgio Moro ordenou, em 5/4 e em tempo recorde, a prisão dele. Lula teria até às 17 horas do dia 6 para se entregar em Curitiba. No entanto, não se entregou. Só se entregou no sábado, 7/4, após missa em memória da esposa, Marisa Letícia, que na data completaria 68 anos.

A decisão do Supremo foi polêmica. Uns a aplaudiram. Outros a criticaram. Entre os que a criticaram temos Reinaldo Azevedo, de direita e anti petista e anti Lula. Portanto, a opinião dele é insuspeita. Em artigo à FOLHA, sob o título “É evidente que Lula está sendo vítima de um processo de exceção (sic) e de procedimentos que agridem o direito de defesa”, Reinaldo diz no seu texto: “Não há mais meio-tom, meias palavras, ambiguidades. Lula, ex-presidente da República, está sendo vítima de um processo de exceção. Interpretações exóticas (sic) dos códigos legais estão se infiltrando em franjas dos tribunais e do Ministério Público Federal para fazer do que chamo “Partido da Polícia” uma espécie de ente de razão que tutela a democracia brasileira. (…) A autorização dada pelo TRF-4 para prender Lula, com a imediata (sic) determinação expedida pelo juiz Sérgio Moro, pegou a todos de surpresa porque não houve o trânsito em julgado do processo nem na segunda instância. (…)  O entendimento pacífico a respeito é o de que se aguarda (sic) ao menos o trânsito em julgado na segunda instância. Seis horas depois, a autorização foi expedida pela Oitava Turma do TRF, antes, portanto, de a defesa ter entrado com o recurso cabível, cujo prazo se esgota no dia 10. Se a Constituição não existe, como decidiu o STF na quarta [4/4], então tudo é permitido.” Reinaldo  termina assim seu artigo: “Mas o “Partido da Polícia, está convicto de que não precisa se subordinar a nada e a ninguém. Nem à lei (sic)”. O ministro Luís Roberto Barroso, em seu voto contra o habeas corpus, surpreendeu ao dizer que o governo Lula promoveu grande crescimento econômico e social (sic). Apesar do elogio votou contra!

Outra opinião insuspeita é a do ministro Gilmar Mendes, também anti-petista ferrenho. Ele declarou à imprensa: “A prisão de Lula é absurda, fruto do autoritarismo desse punitivismo processual hoje em voga no país. Os recursos [que Lula pode apresentar à Justiça] ainda não se esgotaram e já se precipita a prisão!”, afirmou.  Gilmar responsabiliza o PT. O ministro tem razão. Se ele fosse do PSDB estaria livre. É o que diz Paulo Henrique Amorim, no seu Blog Conversa Afiada. Amorim afirma: “Lula tentará último recurso: se filiar ao PSDB”. Sem comentário!

Mônica Bergamo noticiou que “depois de Lula, políticos avaliam que a Justiça terá que “entregar” outra cabeça”, acrescentando: “Na linha de tiro imediata estariam Michel Temer e o senador Aécio Neves”.  Deu no Estadão: “Delegado [Milton Fornazari] diz que “é hora” de Temer, Aécio e Alckmin”. Será? Duvido!

Para mim, ainda teremos muitas batalhas na Justiça, até encerrar essa situação. A pergunta final: Quanto tempo Lula ficará preso? A conferir!

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