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Artigo: 1º de Maio, dia da esperança

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Em meu consultório – sou pediatra – passam diariamente muitas mães em busca de assistência médica a seus filhos e, durante as consultas, escuto pacientemente os problemas e os anseios das famílias. Eu procuro auxiliá-las, usando minha experiência como ser humano, originário de família humilde, obrigado a enfrentar e vencer inúmeras dificuldades. Uso também os conhecimentos proporcionados pela minha atividade profissional, e a bagagem conquistada durante o período em que os guaçuanos me conferiram o espinhoso, mas gratificante cargo de prefeito municipal.

Além da falta ou ineficiência dos serviços públicos municipais, a maior lamentação das mães que frequentam meu consultório diz respeito à falta de trabalho: há sempre um membro da família, um parente ou um amigo na fila dos desempregados. É uma situação desalentadora que abala o coração de todos nós. O último levantamento do IBGE é assustador, por constatar que há 13 milhões de desempregados, número maior que o levantamento anterior. Mais triste é vermos o número dos jovens entre 18 e 24 anos: 7% estão na ociosidade, e mais preocupante é saber que 4,9 milhões chegaram ao desestímulo, isto é, simplesmente deixaram de procurar trabalho.

Na época em que fui prefeito também existia o fantasma do desemprego, contudo, em índices menores que os de hoje. Prometi, durante a campanha, trabalhar arduamente para reduzir os índices em nossa cidade. Com satisfação, deixei a Administração Municipal com um saldo de 5.200 empregos criados, conseguidos com a instalação de mais de 20 empresas em nossos distritos industriais, e com grandes conquistas no comércio, como a instalação do Buriti Shopping Center, da Dicico, Tenda, dentre outros.

Em meus atendimentos às crianças, converso com muitas mães, funcionárias ou esposas de funcionários municipais, a grande maioria com queixas contra a atual administração por não ter recebido aumento salarial no ano passado. Neste ano, o prefeito disse que irá repassar apenas a inflação, 3,94%, mesmo assim, só com pagamento em junho. Esse descaso com o funcionalismo conta com a complacência do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos (Sindiçu), aparentemente a serviço de seus interesses políticos ou aos de seu líder político, o atual prefeito. Muitas mulheres relembram, com saudades, da época em que administrei a cidade: nos quatro anos, todos os aumentos foram concedidos em percentuais acima da inflação. Valorizar o funcionalismo municipal, resgatando o seu poder de compra, além de ser medida justa, é uma forma de tê-lo satisfeito e podermos cobrar dele o aperfeiçoamento para a melhoria dos serviços prestados à população.

Nessa semana comemorativa ao Dia do Trabalho, tenho uma sugestão ao prefeito que será eleito no ano que vem, como forma de criar empregos: negociar com a Internacional Paper a compra de uma área de terras de 3 milhões de metros quadrados, a ser paga em 48 meses, para a instalação de um novo Distrito Industrial.  A empresa é disposta a negociar a venda por um bom preço, como reconhecimento à boa convivência com nossa comunidade. Nesse projeto, podemos instalar pequenas e médias empresas, gerando emprego e renda aos guaçuanos. Junto à minha sugestão, meus desejos de que o Dia do Trabalho seja um dia de esperança para aos guaçuanos, e de um futuro melhor a eles, seus filhos e netos.

 

 

Paulo Eduardo de Barros, o Dr. Paulinho, é médico pediatra e ex-prefeito de Mogi Guaçu

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