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Após morte, Renovias pede cautela para pedestres e ciclistas

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O ciclista Izivan Calisto de Oliveira, de 51 anos, morador do Jardim Canaã II, morreu na noite da última quinta-feira (13) após ser atropelado no trecho da SP-342, no Km 175 + 600 sentido Mogi Guaçu. O acidente aconteceu perto do Distrito Industrial João Batista Caruso, a cerca de 100 metros da passarela José Jaime Pansani.

Segundo relatado no local aos policiais rodoviários, a vítima estava de bicicleta e tentava atravessar a rodovia, mas acabou atingida por um veículo. O motorista que atingiu Izivan não parou para prestar socorro e fugiu do local. Equipes da Polícia Rodoviária estiveram no trecho, assim como da Renovias. Foram colhidas da rodovia cinco peças plásticas aparentando serem do veículo que atingiu a vítima.

De acordo com a Renovias, de janeiro a agosto deste ano, o trecho em que o ciclista foi fatalmente atropelado registrou cinco acidentes de trânsito envolvendo bicicletas, sendo que Izivan é a primeira vítima que morreu. Com relação ao número de atropelados, do Km 171 ao Km 178 foram registrados dois atropelamentos, sendo com um ferido e um morto.

Alexandre
Alexandre

Alto risco

Não é de hoje que a Gazeta vem mostrando que pedestres e ciclistas se arriscam diariamente no trecho. No dia 12 de julho deste ano, a jovem Beatriz Scaramelo da Silva, de 22 anos, foi atropelada, no km 175 da SP-342. Ela foi atingida por um carro quando tentava atravessar a via.

Na manhã desta sexta-feira (14), a reportagem esteve novamente no trecho em que os acidentes têm sido frequentes com o coordenador de tráfego da Renovias Alexandre Bueno da Silva.

Silva explicou que o grande desafio é conseguir conscientizar as pessoas sobre o risco que elas correm quando deixam de fazer a travessia nos locais indicados, como as passarelas e os pontos de passagens que são iluminados e sinalizados. “Eu já peguei várias vezes pedestres e ciclistas com alicates cortando os alambrados. Em outros casos, eles pulam até com bicicleta as barreiras de concreto que tem 1,65 de altura. A gente dá advertência, pede para eles usarem os locais seguros, mas não adianta, as pessoas são imprudentes”, enfatizou o coordenador de tráfego.

Silva explicou que a barreira de concreto foi colocada até um determinado local porque na época estudos técnicos apontaram essa necessidade e que, agora, as barreiras de concreto podem ser colocadas ao longo da extensão depois que um novo estudo for feito. “Estamos fazendo um novo estudo que precisa também ser aprovado pela Artesp, mas é importante que as pessoas se cuidem, porque até a barreira de concreto elas pulam”, finalizou

atropelamento fatal bicicleta

Velocidade

 A Renovias informou que a velocidade máxima do trecho urbano é de 90 km/h para veículos leves (passeio) e 70 km/h para veículos pesados (comerciais). A SP-342 tem radares fixos e móveis. Nos quilômetros 172+500, 174+450 e 175+300 tem passarelas. Já nos quilômetros 172+950,173+530,174+40,174+950 existem passagens superiores. Isso significa que a cada 400 metros há um ponto de travessia.

A assessoria da concessionária ainda enfatizou que sempre realiza campanhas de conscientização na extensão da SP-342, tanto que a próxima campanha será realizada na passarela do Km 176, no próximo dia 20.

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