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Após mesa redonda, pagamentos são reprogramados

Planilha com reprogramação dos atrasados será apresentada na próxima semana ao Sindicato dos Metalúrgicos

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Os funcionários demitidos da RCO & Siti Máquinas & Equipamentos Ltda devem ter uma boa notícia na próxima semana. Isto porque, a empresa ficou de apresentar a planilha com a reprogramação dos pagamentos das rescisões trabalhistas que foram parceladas. A proposta se deu após a realização de mesa redonda, esta semana, no Ministério do Trabalho, com a presença de representantes da empresa e do Sindicato dos Metalúrgicos de Mogi Guaçu.  

Com isto, a partir da apresentação da planilha ao sindicato da categoria, o mesmo convocará assembleia com os ex-funcionários, pois caberá a eles aprovar ou não a proposta. “Na mesa redonda, a empresa pediu 10 dias para a apresentação da planilha que traz os detalhes do que devem a cada funcionário, mas será presentada antes deste prazo”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mogi Guaçu e Região, Benedito da Silva. Atualmente, a empresa tem 130 funcionários na ativa e 60 que foram demitidos e tiveram a rescisão e multa parceladas.

Por sua vez, o advogado do sindicato Adilson Capra relata que, na ocasião das demissões, alguns funcionários procuraram orientação, mas foram informados de que o sindicato não poderia anuir com esta condição, pois não é permitido parcelamento de rescisão e FGTS. Por outro lado, a morosidade da Justiça do Trabalho fez com que aceitassem a condição porque as audiências trabalhistas estão levando até um ano e meio para serem marcadas. “Como demandava menor tempo, eles acabaram aceitando. Mas nada disso passou pelo sindicato”, esclareceu.

Benedito
Benedito

O advogado relata ainda que, na tarde desta sexta-feira (20), representantes da empresa apresentaram planilha do que foi pago e do que está pendente. “E se comprometeram a fazer a reprogramação do pagamento”, frisa.

 

OUTRO LADO

Esta semana, ex-funcionários da Siti (Sociedade de Instalações Termoelétricas Industriais), adquirida em 2017 pelo Grupo RCO, com sede em Tambaú (SP), reclamaram do atraso da empresa no pagamento das parcelas da rescisão trabalhista. Um grupo procurou a Gazeta para relatar a situação e expor a dificuldade que têm em manter contato com os representantes da empresa. Ou seja, não têm qualquer parecer de quando os pagamentos serão normalizados.

O problema abrange funcionários que tem mais de 30 anos de trabalho na empresa, assim como os mais novos, com cinco, sete anos de serviço. O relato é de que as demissões começaram em fevereiro de 2017, um mês após o Grupo RCO assumir a Siti. Nesta época, segundo os ex-funcionários, houve a demissão daqueles que tinham mais tempo na empresa. Alguns tiveram a rescisão parcelada em 12 vezes, sendo que o pagamento aconteceu até a 8ª parcelada. Com isto, desde o último trimestre de 2017 não recebem mais nada.

 

VENDA

A SITI, instalada na região do Jardim Santa Terezinha, foi vendida ao Grupo RCO, ano passado. O valor da negociação não foi divulgado. A empresa fez a aquisição integral da fabricante de autobetoneiras e gruas.

À época em material enviado à imprensa, a informação era de que a SITI detinha 35% do parque aproximado de 12 mil autobetoneiras que circulam no Brasil. A projeção era de que a empresa ultrapassaria o faturamento de R$ 140 milhões neste ano. Isso representaria praticamente o triplo do que as operações em questão faturaram em 2015.

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