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Após espancamento, seguranças e empresário são presos

Três homens pediram ajuda a policiais militares após serem espancados a madrugada inteira por seguranças de uma festa em Itapira

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Na segunda-feira (18), dois seguranças e um empresário foram transferidos da Unidade de Detenção, em Itapira, para o CDP-Campinas (Centro de Detenção Provisória). Eles são acusados de tortura e furto durante uma festa de música eletrônica realizada no último final de semana em Itapira. Foi na mesma festa que uma jovem de Campinas teve um mal súbito e acabou falecendo com suspeita de ter tido uma overdose. As ocorrências foram registradas em Mogi Guaçu. A ‘Festa Maya União dos Povos’ foi realizada em uma propriedade rural às margens da SPI-177/342 (Vicinal Mogi Guaçu – Itapira).

Três homens pediram ajuda a policiais militares após terem sido espancados da meia-noite ao amanhecer do domingo (17) por seguranças. Após serem levados para atendimento médico foram conduzidos à delegacia. As vítimas, moradores de Campinas, disseram que trabalharam na região na divulgação da festa e vendiam convites a preços mais baixos por terem comprado antecipadamente. Mas foram detidos dentro do recinto por seguranças sob acusação de terem furtado os ingressos da bilheteria. Os três foram algemados e levados para um local onde foram espancados para que confessassem o crime. Ambos tiveram os pertences pessoais, dinheiro, celulares e chave dos veículos confiscados pelos seguranças. Os empresários apareciam esporadicamente no local das agressões para se certificar que eles haviam confessado e, nesses momentos, também agrediam com chutes e socos.

Além das agressões físicas, as vítimas eram ameaçadas com fogo. Bebida alcoólica foi atirada em suas vestimentas e a todo o momento os seguranças, inclusive uma mulher que estava armada, tentavam atear fogo nas roupas. Uma palmatória foi improvisada para estapear o rosto das vítimas. Havia outros seguranças que se tratavam como ‘ Mike’ e ‘Stive’ que participaram da sessão de tortura, mas as vítimas não conseguiram reconhecer os demais.

Os policiais voltaram ao recinto com as vítimas que fizeram o reconhecimento dos agressores. Momento em que o empresário Marcelo Augusto Pereira devolveu os pertences confiscados das vítimas. No momento, ele não foi reconhecido pelas vítimas e, por isso, não foi levado à delegacia.

O delegado Dalton David Ferreira ratificou a prisão em flagrante dos seguranças Renato Ribeiro de Morais, 32 anos, e Pedro Paulo Pereira dos Santos, 23 anos, e do empresário Irere Campeinho Nitta Pereira, 36, e solicitou uma nova diligência dos policiais militares na festa para prender o outro empresário que ordenou e participou dos espancamentos. Mas o advogado dos detidos avisou o cliente e este deixou a festa e não foi mais encontrado para dar sua versão. Diante disso, o delegado representou ao juiz da Vara Criminal o pedido de prisão temporária de Marcelo Augusto Pereira. Segundo o delegado, o pedido de prisão dos envolvidos se fez necessária, pois as vítimas foram agredidas de forma intensa e por longo período com o objetivo de que confessassem um crime. As vítimas foram encaminhadas para laudo de Corpo de Delito no IML (Instituto Médico Legal) e liberadas. Nem todos os pertences foram devolvidos às vítimas, por isso, os detidos vão responder também por furto.

 

079_Júlia dos Santos Morte Festa Rave ItapiraMorte suspeita

Morreu na tarde de domingo (17), provavelmente devido uma overdose, a estudante Júlia Barbosa dos Santos, 20 anos, moradora de Campinas. A jovem estava na ‘Festa Maya União dos Povos’. Mas a Polícia Civil ainda vai investigar as circunstâncias do óbito e somente após laudos necroscópicos será possível afirmar ou não a ingestão de entorpecente. Por isso, o Boletim de Ocorrência foi registrado como morte suspeita/morte acidental.

A jovem foi socorrida na festa por volta das 15h30, após mal súbito e faleceu no Hospital Municipal de Itapira. O médico Jorge Felipe Costa informou que o quadro clínico da jovem evoluiu para óbito com suspeita de ela ter tido uma overdose. Relatou ainda que a jovem não tinha sinais de agressão física ou sexual.

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