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Após demissão, Mahle pode adotar férias coletivas

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Marçal Georges Damião, diz acompanhar de perto situação

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A Mahle demitiu 70 funcionários de vários setores. A dispensa foi anunciada na manhã desta quinta-feira (11). O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mogi Guaçu, Marçal Georges Damião, disse que há dois meses a empresa relatou as dificuldades que estava enfrentando diante dos cortes de pedidos da indústria automotiva.

O fechamento da fábrica da Ford de São Bernardo do Campo, ocorrido este ano, assim como a dispensa em massa da Toyota, em Sorocaba, agravaram a situação, segundo Marçal. “Hoje a fábrica inteira, a planta de Mogi Guaçu, tem 350 funcionários ociosos”, ressalta. Com isto, desde maio, data de negociação da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), a empresa havia adiantado as dificuldades ao sindicato.

marcal george damiaoAs demissões afetaram mais os setores de camisa e areia porque, no caso do setor de fundição areia, o turno noturno, ou seja, das 22h45 às 6 horas, foi extinto. Segundo Marçal, a empresa comunicou que tem feito de tudo para evitar novas demissões e não descarta a adoção de férias coletivas. “Quem tinha férias vencidas, por exemplo, está saindo para este descanso”, exemplifica. Outros setores da fábrica estão sentindo o efeito da crise como de eixo comando e usinagem. “Na parte de fundição de alumínio, 20% deixaram de ser produzidos”, disse reforçando que não estão descartados novos acordos para evitar demissões.

A unidade guaçuana da Mahle tem 3,2 mil funcionários. A Gazeta manteve contato com a empresa, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

 

 

 

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