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Animais podem ter sido castrados a sangue frio

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“Eu espero que as pessoas que fizeram isso sejam identificadas e punidas”. Este é o desejo da mulher que conseguiu salvar a tempo o gato de sua tia que provavelmente sofreu uma castração a sangue frio.

Na semana do dia 18 de julho, a sobrinha de uma mulher que mora no bairro Guaçu Mirim, Zona Sul, foi alertada pelo sobrinho que o gato da tia estava com um machucado profundo no pênis.

Ela (sobrinha) estava responsável por cuidar do gato da tia que estava fora de casa e vivenciou esse episódio “Quando eu vi o corte liguei imediatamente para o veterinário e levei o bichinho até a clínica, onde o veterinário disse que ele havia sofrido uma castração. Na cirurgia, também foi constatado um corte no canal da urina dele. Ele só não morreu porque o socorremos a tempo”, explicou a mulher que disse que o veterinário considerou que o ato deve ter sido cometido por duas pessoas, uma teria segurado o animal enquanto outra realizava os cortes.

“A gente não identificou o machucado na hora, mas eu me lembro que a minha mãe chegou a dizer que ele estava miando muito um dia antes”. Ela ainda contou que precisou fazer uma rifa com duzentos números para conseguir arcar com os custos do veterinário.

“Graças a Deus eu anunciei a rifa em uma rede social e as pessoas ajudaram. Os números que custaram R$5,00 foram vendidos rapidamente”.

“Além disso, o veterinário não cobrou a mão de obra, só pagamos os medicamentos e a internação dele”.

A sobrinha da vítima contou que depois do acontecido, a tia está com medo. “Agora ela tranca as janelas e quando ela vai sair o coloca em uma jaulinha. Ela está com medo de perder o bicho de estimação. É uma situação ruim porque priva o gato de passear na rua”.

A mulher ainda desabafou dizendo que quem fez isso não tem entendimento. “Espero que essas pessoas possam evoluir e entender que quem tem um animal de estimação sente amor por ele e quando algo ruim acontece traz sofrimento para o bicho e para o seu dono. Eu não concordo com pessoas que fazem justiça com as próprias mãos, a lei existe para punir quem comete crimes”.

O caso foi registrado em um Boletim de Ocorrência feito na Central de Polícia Judiciária (CPJ).

Caso semelhante

Na mesma semana em que o gato do bairro Guaçu Mirim teve ferimentos que indicam uma castração a sangue frio, o grupo Guaçu Cão que tem uma página no Facebook e defende os direitos dos animais, recebeu um pedido de ajuda com relação a um cachorro do Jardim Santa Cecília, Zona Norte da cidade.

“Uma mulher que viu um cachorro na rua, aparentemente abandonado e com um corte no testículo nos pediu ajuda para conseguir atendimento veterinário para o animal”, explicou o grupo.

Com a ajuda de protetores, o grupo conseguiu uma veterinária que atendeu gratuitamente o cão. “O que foi constatado é que o machucado no cachorro parecia ter sido feito com algum instrumento de corte”.

O cachorro que agora passa bem acabou sendo adotado pela mulher que o acolheu e pediu ajuda.

Sobre os dois casos em que os animais tiveram cortes nos testículos, o grupo comentou que prefere expor sua opinião se realmente for apurado pelas autoridades que foi um crime.

“Quanto aos maus tratos no geral, podemos dizer que é no mínimo revoltante, pois causar dor e sofrimento a um animal, de forma ativa ou passiva, é crime”, desabafou o grupo.

Guaçu Cão

É uma página direcionada unicamente a ajudar animais que se perdem, são encontrados ou que precisam de alguma forma de auxílio. Tudo é feito gratuitamente. Não participam de ONGs ou associações. . O Grupo explicou que não recebe doações financeiras, recebem apenas doações de remédios, rações e objetos relacionados ao bem estar animal. A página Guaçu Cão tem 13 mil curtidas e completa cinco anos em setembro deste ano.

 

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