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Ambulantes questionam contrato e valor

Novos quiosques construídos pela Feag já deveriam estar ocupados

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O imbróglio envolvendo os ambulantes instalados numa área que ocupam nas proximidades do Terminal Rodoviário Urbano ganhou mais um capítulo. Eles questionam o valor do aluguel e algumas cláusulas do contrato que terão que assinar com a Feag (Federação das Entidades Assistenciais Guaçuanas) para ocupar os quiosques construídos pela entidade atrás do Terminal.

Segundo eles, em reunião anterior havia ficado acordado que o valor do aluguel seria de R$ 500, mas que o contrato estipula outra coisa. “O combinado foi R$ 500 por mês com aumento pelo IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado). E no contrato está R$ 500 por dois anos como se fosse um desconto e depois R$ 1.000 e isso não foi combinado”, disseram os ambulantes na manhã de ontem (19), quando chamaram a Gazeta ao local.

Os nove quiosques foram construídos pela Feag ao custo de R$ 120 mil. Os camelôs investirão R$ 6 mil cada um como contrapartida na construção dos quiosques e terão isenção de aluguel por 12 meses.

ambulantes ingasOs espaços deveriam por fim ao impasse sobre a permanência dos camelôs fora do terminal, uma vez que o município não quer que eles permaneçam na área externa. Por isso, a Feag construiu os quiosques para acomodá-los. Mas, essa nova discussão pode não colocar fim ao impasse.

Os ambulantes exigem a mudança do contrato. “Vamos pagar quatro parcelas de R$ 1.500 e não pagaríamos o aluguel o restante desse ano. Seria um adiantamento. Mas não vamos assinar o contrato do jeito que ele está”, reforçaram.

A reportagem teve acesso ao documento e ele prevê que o ambulante pague o valor de R$ 500 pelo período de dois anos, como sendo um desconto e depois desse período o aluguel passaria a ser de R$ 1.000. Além disso, o documento estipula também o pagamento dos R$ 6 mil, sendo em quatro parcelas (janeiro, fevereiro, março e abril). “Estamos sendo pressionados pela Solange. Ela liga e diz que temos 10 minutos para chegar lá senão vai considerar que não temos interesse. Nós combinados com o Tomé que é presidente da Feag e não com ela. Queremos o combinado”, disseram.

A administração dos boxes do Terminal é feita pela Companhia de Imóveis de propriedade de Solange Machado. A Gazeta entrou em contato com ela, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.

O presidente da Feag informou que a situação é simples, mas que alguns ambulantes estão querendo tumultuar. “Já falei com a Solange e o valor do aluguel será de R$ 500. É que na avaliação da administradora esse valor ficará muito abaixo daqui alguns anos. Mas para não criar mais confusão, vou ceder nesta questão e o contrato será alterado”, confirmou o presidente da Feag, José Roberto Panciera, o Tomé.

Vereador Guilherme esteve no local
Vereador Guilherme esteve no local

Pedidos

Sobre os quiosques, os ambulantes reclamaram que eles não possuem cobertura no lado de fora, calçada mais larga, pias, e acesso aos deficientes físicos. O presidente da Feag ressaltou que os boxes foram construídos para atender a necessidade deles e que as melhorias internas devem ser feitas pelos locatários.

Mas que qualquer outra melhoria será discutida depois que eles ocuparem os quiosques. “A construção foi feita para atendê-los e não vou fazer nenhuma outra melhoria agora, pois eles nem começaram a pagar o que já está pronto. Onde eles estão hoje não tem nada, mas podemos discutir outras melhorias depois”.

 

QUER SOLUÇÃO

Presidente da Feag dá prazo para camelôs

O presidente da Feag, José Roberto Panciera, o Tomé, disse que aguarda pela assinatura dos contratos dos ambulantes desde novembro. Para ele, a discussão é feita pelos ambulantes que não têm condições de locar os espaços. “Eu vejo alguns ambulantes tentando criar atritos. Nós queremos resolver logo essa situação. A Companhia de Imóveis é a administradora e espera pelos documentos. Vou dar um prazo até o final do mês e quem não assinar o contrato ficará sem o box, pois temos interessados em alugar os espaços”, enfatizou Tomé.

Tomé disse que poderá locar os quiosques para outros ambulantes interessados
Tomé disse que poderá locar os quiosques para outros ambulantes interessados

Além do valor do aluguel, os ambulantes também questionaram a obrigatoriedade de apresentarem fiador. Mas Tomé explicou que a exigência continuará, pois a Feag precisa de garantias. “Dos nove ambulantes que estão lá, seis têm condições de fechar o contrato. Três deles estão inadimplentes e não poderão assinar o contrato”, informou.

O vereador Guilherme de Sousa Campos, o Guilherme da Farmácia (PSD), acompanhou os pedidos dos ambulantes. O vereador informou que irá solicitar informações para a Feag e para a Prefeitura. “Vou pedir o contrato entre a Prefeitura e a Feag e verificar o da entidade com essa administradora e, assim, tentar ajudar os ambulantes de alguma forma”.

Segundo Guilherme, um requerimento de sua autoria aprovado no final do ano passado solicitava o balanço da Feag, mas ainda não recebeu o documento.

O presidente da Feag explicou que a entidade faz trimestralmente sua prestação de contas. Que todos os balanços são enviados para a Prefeitura e para o Conselho Municipal de Assistência Social. (JD)

 

 

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