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Altruísmo: Fazer o bem faz bem

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Em um mundo taxado como sendo egoísta, no qual as pessoas estão cada vez mais vivendo somente para si, é cada vez mais comum ver histórias de honestidade e amor ao próximo serem noticiadas como algo fora do comum. No entanto, com certeza quase todo ser humano já experimentou pelo menos uma vez na vida aquela sensação de dever cumprido e alegria ao ter conseguido ajudar outra pessoa, seja atravessando a rua, doando um alimento, uma roupa ou doando apenas um pouco do seu tempo.

Saiba que esse sentimento de satisfação vem do altruísmo ou para ficar mais familiar vem da filantropia. A palavra altruísmo foi criada pelo filósofo francês Auguste Comte para descrever um comportamento oposto ao egoísmo.

No entanto, embora seja visto como o simples ato de doar-se sem esperar nada em troca, o altruísmo vai muito além de uma boa ação ou de uma opção de vida. Isso porque, antes de tudo isso, ele é uma condição essencial para se alcançar a verdadeira felicidade e mudar os rumos da própria vida e do mundo, tanto que quando o colocamos em prática nos sentimos bem. Tudo isso reforça que aquele velho e conhecido clichê faz todo o sentido: Fazer o bem faz bem.

 

ALTRUÍSTAS

30 anos trabalhando a serviço do próximo

 Todo ser humano tem dentro de si a capacidade de ser solidário, mas existem aquelas pessoas que são diferentes, que realmente nasceram para se dedicar às causas que beneficiam o próximo.

Alice
Alice

É o caso da dona Alice Cirilo, fundadora e presidente da Associação Assistencial “Jesus Chama-te” que, atualmente, tem o projeto assistencial “Adolescente, Sim”, que atende gratuitamente 120 jovens oferecendo aulas de música, alimentação e acompanhamento psicossocial, além de outros trabalhos religiosos que ajudam famílias e crianças com doação de alimentos, roupas, calçados e eletrodomésticos.

São 30 anos de trabalho ao próximo e Alice contou que tudo começou quando ela era criança. “O altruísmo está dentro de mim. Eu sempre vivi nesse meio. Eu cresci vendo e ajudando meus avós em eventos que distribuíam quilos de alimentos para pessoas carentes. Depois eu fui crescendo e comecei a contribuir indo para o fogão fazer quitutes e ajudando nas vendas que tinham como objetivo arrecadar dinheiro”.

A altruísta por natureza contou que quando a pessoa quer ajudar outra você não julga, não diz que aquela pessoa é malandra. “Eu sempre vejo que quem está pedindo, está se humilhando. Eu não escolho a quem doar, mas ajudo quem precisa. Existe, sim, um acompanhamento feito por nós até porque, muitas das vezes, a pessoa está precisando de muito mais do que está pedindo”.

Alice ainda ressaltou que toda ajuda oferecida é dada sem esperar nada em troca. “Absolutamente nada em troca, nem gratidão. Tenho que estender minha mão até mesmo para aquela pessoa que me fez o mal, porque eu tenho que usar a lei do perdão, independentemente, de qualquer coisa”, ensina.

Questionada sobre o que sente quando está servindo outra pessoa, a fundadora da Associação “Jesus Chama-te” foi convicta na resposta. “Eu faço como se fosse para a minha família. Sinto-me muito feliz, tanto que não consigo imaginar minha vida sem a minha família, minha doutrina e o meu servir ao próximo. Jamais vou viver sem isso, porque servir ao próximo é servir a Deus”, enfatizou Alice.

multi autruismo

Ela ainda relatou que não tem coisa melhor do que ouvir pessoas dizendo que são gratas a ela por terem conseguido uma mudança de vida. “Fico muito satisfeita quando pessoas vêm me agradecer por terem sido ajudadas pelos serviços assistenciais que oferecemos na Associação. São inúmeros relatos de mães que perceberam mudanças no comportamento de seus filhos, além de mulheres que já me contaram que os cursos que eu dei de culinária as ajudam até hoje no sustento da família”.

Para finalizar, Alice pontuou que o reconhecimento é consequência de todo trabalho feito, já que no mês de agosto o projeto “Adolescente, Sim!” passou a ser apoiado pelo Criança Esperança, da Rede Globo. “Eu encaro como uma responsabilidade a mais. Não atribuo somente a mim. Tem muita gente envolvida na jornada que Deus colocou na minha vida. Eu fico feliz por tantas pessoas envolvidas nas ações que fazemos. Sozinho a gente não consegue nada”, finalizou Alice reforçando que continuará seu trabalho assistencial até o último dia de sua vida.

multi autruismo

AJUDAR SEMPRE
Retribuir à sociedade é a meta de Rogério Passos  

Rogério
Rogério

O engenheiro de processos Rogério Passos de  Moraes, 42 anos, também trabalha com ações voluntárias. Há 13 anos, ele é co-fundador e coordenador do “Grupo Alegria”.

Moraes conta que o “Grupo Alegria” foi formado por ele e alguns colegas de trabalho com o objetivo de ajudar famílias carentes e em risco social na época do Natal. No entanto, o trabalho foi evoluindo e, atualmente, o grupo faz visitas e festas no Lar da Terceira Idade, em Mogi Guaçu. A festa do sorvete, por exemplo, serviu para ajudar algumas entidades. Os recursos são utilizados para a reforma de jardins e pinturas de instituições, pinturas de pátios de escolas, campanha de arrecadação de produtos de limpeza e higiene pessoal, passeios ciclísticos beneficentes, entregas de cestas de Natal, jantar beneficente à Santa Casa e, o mais recente, almoço beneficente em prol à Apae de Mogi Guaçu.

O engenheiro compartilhou que se sente privilegiado por ter dentro de si o altruísmo. “Tudo o que tenho, tudo o que sou, me faz sentir vontade de retribuir com carinho, atenção, disponibilidade e doação. É uma sensação indescritível de dever cumprido”, ressaltou Moraes.

rogerio multi autruismoEle disse ainda que o “Grupo Alegria” acredita que todo bem pode influenciar na vida, no caráter e na formação de uma sociedade mais justa e acolhedora. “Fazer a diferença na vida da comunidade deveria ser do interesse de todos, uma vez que todos nós temos algo com o que colaborar, seja uma ajuda financeira, doando o seu tempo em prol a alguma entidade ou causa, doar seu conhecimento para alguém, trocar experiências. Tudo isso pode, com certeza, fazer a diferença na comunidade e no meio onde vivemos”, pontuou o engenheiro.

Se você também é uma pessoa que tem vontade de praticar o altruísmo, o “Grupo Alegria” está de portas abertas para receber novos voluntários.

 

 

 

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