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Agenciador de futebol volta a ser denunciado

As más condições no alojamento na sede do antigo Clube da Chiarelli estão sendo verificadas, assim como a documentação dos adolescentes

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O presidente do Independente Futebol Clube de Mogi Guaçu, Jonas César de Oliveira, está novamente na mira do Conselho Tutelar. Após ser denunciado em 2013 por más condições de alojamento de jogadores, o clube voltou a ser alvo de denúncia.

A situação do clube está sendo acompanhada pelo órgão há duas semanas. O presidente do Conselho, Adilson Almeida, informou que se houver alguma irregularidade o Ministério Público deverá ser comunicado.

O Conselho Tutelar foi acionado pela Vigilância Sanitária (Visa) para ir ao local. A Visa recebeu um comunicado do Ministério Público do Trabalho de Campinas para verificar as condições do alojamento que fica na sede do antigo Clube da Chiarelli.

Trinta jovens, inclusive adolescentes, foram convocados na última quarta-feira (24) para comparecer até a sede do Conselho Tutelar. Eles tiveram que comprovar estar em situação regular em Mogi Guaçu. A maioria é do Estado do Paraná, além de jovens de outras cidades do interior paulista e de Manaus.

ConselhoTutelar Denúncia Jovens Jonas FutebolSegundo apurou o Conselheiro Tutelar, nem todos tem comprovante de frequência escolar, documento pessoal ou autorização dos pais ou responsáveis para estar morando na sede do Independente. A responsabilidade do clube é de espontaneamente apresentar a documentação de cada menor assim que ele chega ao município.

Os conselheiros tutelares dilataram o prazo para a apresentação da documentação que falta até o dia 8 de setembro. “Quem não tem autorização deverá voltar para casa”, pontua o conselheiro.

Ainda serão apuradas as condições do alojamento como acompanhamento nutricional adequado, uma vez que a alimentação não é fornecida aos sábados. Os jogadores também participaram de orientações sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Na ocasião da primeira denúncia em 2013, o alojamento dos jogadores era em uma residência no Jardim Centenário. Vizinhos denunciaram as péssimas condições do local e que 30 dos atletas que moravam lá não tinham alimentação suficiente.

Além disso, os menores de idade – vindos de diversos Estados do país – também reclamaram das falsas promessas de testes em clubes de futebol da região.

Inspeção

A Visa esclareceu que inspecionou o alojamento e solicitou algumas adequações “as quais estão em trâmite com monitoramento pela Vigilância Sanitária”. Com relação ao acompanhamento nutricional, foi apresentado aos agentes da Visa o certificado de capacitação do responsável pela dieta dos atletas. “Resta resolver a pendência referente à pintura das paredes para o que foi concedido prazo. No que se refere à situação legal da atividade, a Vigilância Sanitária comunicará relatório a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (SPDU) para os procedimentos que se fizerem necessários”, trouxe trecho da nota enviada pela assessoria de imprensa da Prefeitura.

30 ADOLESCENTES

Jonas nega irregularidades com alojamento e atividade

O presidente do Independente de Mogi Guaçu, Jonas César de Oliveira, negou que haja qualquer irregularidade no contrato com os jogadores. Alegou que a ida até o Conselho Tutelar foi para atender uma convocação e apresentar documentos que faltavam dos jogadores da categoria de base.

 Jonas esteve em reunião com os conselheiros e terá de apresentar documentos
Jonas esteve em reunião com os conselheiros

Jonas disse que o clube é registrado legalmente desde o mês de maio e afirmou à Gazeta que todos os adolescentes estão estudando e que alguns chegaram recentemente, há cerca de 25 dias e como faltavam documentos, não os apresentou antes.

“Não tem denúncia de nada. Não tem nada irregular. Estiveram no Conselho para ouvirem palestras sobre comportamento na escola, drogas, orientação sexual e doenças sexualmente transmissíveis e os direitos da criança e do adolescente, pois o Independente Futebol Clube é profissional e quer tudo regulamentado dentro da lei”, concluiu Jonas.

A informação de Jonas contradiz a do presidente do Conselho Tutelar de Mogi Guaçu, Adilson Almeida, que informou que o agenciador não apresentou todos os documentos dos 30 adolescentes e, por isso, ainda ganhou um prazo para a regularização. A informação é de que a maioria não está matriculada na escola.

Essa mesma situação foi observada na época da primeira denúncia em 2013. Jonas também foi beneficiado com um prazo e acabou não apresentando os documentos. O caso havia sido repassado ao Ministério Público.

À época, Jonas explicou que o trabalho desenvolvido por ele consiste na formação e preparação de jogadores para a realização de testes em clubes da região. “Trago adolescentes na faixa etária de 15 a 20 de todas as regiões do país como Paraíba, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Minas, São Paulo e Mato Grosso e os apresento para times como Independente de Limeira, no qual sou representante, Ponte Preta, Mogi Mirim, XV de Piracicaba e Red Bul do Brasil. Diversos garotos já foram empregados”, assegurou.

Mesmo sem apresentar os documentos à reportagem, Oliveira garantiu que todos os adolescentes possuem autorização dos pais ou judicial para estarem na cidade.

A reportagem apurou que as famílias dos garotos pagam em média R$ 600 para manter os filhos no Clube Independente.

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