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Acusado de matar Lucas pega 25 anos de prisão

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Wellington Marques Bernardes foi condenado a 25 anos de prisão pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte).  A audiência de julgamento foi realizada na tarde de ontem (4), no Fórum local. Ele confessou, em janeiro desse ano, ser o autor do disparo que matou o universitário Lucas Linares Marciel, 20 anos, em setembro do ano passado.

O juiz da Vara Criminal Paulo Rogério Malvezzi ouviu testemunhas, advogado de acusação, defesa e o Ministério Público. O advogado de Bernardes, Luiz Eugênio Pereira, já interpôs recurso contra a sentença. “Não pela condenação, mas pela quantidade de pena. Ele se entregou. A regra geral, a lei (Código Penal), no artigo 157 parágrafo 3º fala de no mínimo 20 anos”, explicou a tese do argumento apresentado, apesar de que o advogado ressaltou a liberdade que o juiz tem em sentenciar de 20 a no máximo 30 anos. Bernardes que já estava preso desde janeiro voltou para o sistema prisional.

Lucas foi morto em setembro de 2016
Lucas foi morto em setembro de 2016

Lucas foi baleado no peito por volta das 20h30, quando estava com a namorada em um banco da Praça Nicarágua, no Jardim Casagrande. Dois homens em uma motocicleta chegaram e anunciaram o assalto. Houve o disparo e eles fugiram sem levar nada.

Lucas estava na praça com a namorada Daniele dos Santos. À época, ela contou à Gazeta que tinham o costume de se encontrar ali e que estava tudo calmo, inclusive uma mulher estava na praça com uma criança momentos antes do crime. “Ele se levantou para pegar porque estava no bolso com a carteira, acho que o rapaz achou que ele estava armado, não sei. O Lucas ainda pediu calma que iria entregar”.

 

Prisão

Bernardes foi preso em janeiro desse ano. A prisão foi feita pela equipe da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). A delegada Edna Elvira Salgado Martins explicou, à época, que as informações apontaram que Bernardes era o autor dos disparos e que residia no Jardim Itacolomy II.

Foi solicitado ao juiz da Vara Criminal um mandado de busca e apreensão na residência da família dele. O objetivo, segundo a delegada, era localizar a arma, mas ela não foi encontrada. Após vários questionamentos, ele confessou o crime. Bernardes disse que precisava de dinheiro e iria roubar uma moto e pertences pessoais da vítima. Subiu na garupa de um conhecido e foi para a praça por saber que ali é um lugar de movimento de pessoas com veículos.

Wellington
Wellington

Ao se aproximar da praça notou o casal e viu um capacete. Pediu para o rapaz entregar a chave da moto e os pertences. Disse que, então, engatilhou o revólver calibre 38. Bernardes disse em interrogatório que Lucas se levantou e teria vindo para cima dele, momento em que o cano do revólver chegou a bater em seu peito por duas vezes, até que disparou. Bernardes disse que após o disparo subiu na garupa e fugiu. O conhecido o deixou em sua residência e disse que depois desse dia nunca mais o viu e nem sabia dizer seu nome. Para a delegada, Bernardes disse que soube da morte de Lucas no dia seguinte.

Ele contou que ao saber que a vítima tinha morrido pegou seu capacete, celular, a arma e a roupa que usou no dia do crime e jogou tudo no Rio Mogi Guaçu. “Ele alega que não queria matar e que a arma disparou. Depois disso ficou com peso na consciência e procurou uma igreja. Acabou se convertendo e quando foi questionado por nós sentiu que deveria confessar”, contou a delegada sobre o momento da prisão de Bernardes, que já tinha antecedente por tráfico.

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