Home»Destaque na Home»Ação de fiscais da Prefeitura gera revolta e confusão

Ação de fiscais da Prefeitura gera revolta e confusão

0
Shares
Pinterest WhatsApp

Por Lúcia Ribeiro

Após denúncia de um dos comerciantes da Praça Rui Barbosa, o Recanto, fiscais da Prefeitura se dirigiram ao local para recolher uma carriola cheia de frutas, por volta das 15h30 desta sexta-feira (26). Os produtos estavam sendo vendidas por Silvan Santana Nunes, o Marrom. A denúncia era que o vendedor não tinha autorização para comercializar nada naquele espaço. A ação causou revolta e comoção nos populares e nos artesãos que expõem e vendem seus produtos em barracas instaladas na praça.

Com a chegada da perua da fiscalização, o vendedor, assustado, saiu correndo e, quando foi segurado pelo braço por um dos fiscais, virou a carriola e as frutas se espalharam pelo chão. O GCM Colombo se abaixou e ajudou a recolher os produtos. Foi aplaudido pela atitude. Quatro viaturas da Guarda Civil Municipal se deslocaram para o local. As vaias aos fiscais não cessavam. Uma das fiscais chorou e chegou a se sentir mal.

Populares e artesãos gritavam que o homem só estava “ganhando o seu pão”, que “não era bandido” e que não era concorrente dos lojistas. Começaram a vaiar, gritando que não deixariam levar a carriola. Uma pessoa sugeriu, aos gritos, que todos se unissem e comprassem as frutas e, rapidamente, conseguiram R$ 300. As frutas, como goiaba, caqui e pêra, foram entregues a quem quisesse saboreá-las. Todo o dinheiro foi entregue ao vendedor, que declarou ter cinco filhos.

ambulante praçaA carriola vazia foi recolhida pelos fiscais e colocada dentro da perua da fiscalização. O vendedor foi orientado por várias pessoas para que também registrasse Boletim de Ocorrência, o que ele disse que faria. Ao final da ocorrência, o guarda civil Colombo retornou e pediu desculpas a todos, dizendo ser contrário àquela ação. Novamente foi muito aplaudido.

A indignação foi geral. Mesmo após a finalização da ocorrência, os artesãos e os populares continuaram muito agitados. Dizendo que fariam um boicote ao estabelecimento do denunciante. “Ninguém mais vai comprar lá”, diziam.

A Guarda Civil Municipal não registrou ocorrência do fato e a Gazeta não conseguiu contato com a Prefeitura para questionar a atuação dos fiscais.

 

 

Previous post

Artigo: Opiniões velozes e furiosas x ponderadas e justas

Next post

1ª Divisão: Comercial e Itaqui carimbam vaga na 2ª fase