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Abordagem de andarilhos incomoda comerciantes

Os relatos foram feitos durante reunião mensal do Conseg e dão conta que o problema é ainda maior em dias de pagamento

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A presença de moradores de rua tem intimidado quem passa pela região central da cidade, principalmente na Praça Rui Barbosa, a Praça do Recanto. Além disso, os comerciantes do local vivem com o sentimento de insegurança conforme relata Rogério Pinheiro da Silva, 40, que há 15 anos tem um estabelecimento comercial na praça. Nesta última quinta-feira (30), o comerciante esteve na reunião do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) para expor os problemas enfrentados diariamente com os andarilhos e para pedir mais policiamento no Centro. “Tem até pessoas de outras cidades e eles estão incomodando o comércio e as pessoas que frequentam as lojas, lotéricas e agências bancárias”. De acordo com o comerciante, os andarilhos abordam as pessoas e entram nos estabelecimentos para pedir dinheiro e furtar. “Um deles entrou no meu comércio e pediu café ameaçando minha funcionária com um pedaço de caco de vidro”, contou.

O sentimento de insegurança é ainda maior em dias de pagamento, quando o movimento nos bancos e nas lotéricas aumenta. Com isso, o comerciante pontua que os andarilhos visam as pessoas mais idosas. “Infelizmente os aposentados são as principais vítimas por serem os mais vulneráveis. A situação é de chorar”. Silva ainda lembra que o problema com os andarilhos se estende no período noturno. “Ai chega a noite, eles invadem e furtam nossos comércios”. A última vez que o alarme sonoro do estabelecimento do comerciante soou foi na quarta-feira (29). “Eram 23 horas, tive que sair de casa e ir até lá”.

praca recantoEm busca de uma solução, o comerciante afirma que um abaixo-assinado em favor da segurança da região central deve ser feito por um grupo de comerciantes. O objetivo é entregar o documento às autoridades da cidade e do Estado. Além disso, Pinheiro solicitou aos comandos da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal a presença de mais PMs e GCMs na Praça Rui Barbosa. “Eu também peço que nos dias de pagamento a PM coloque sua base móvel na praça para inibir a ação deles”.

Para o comerciante, se a realidade não mudar algo pior pode vir a acontecer. “Dá medo de uma hora ou outra o dono de algum estabelecimento cansar e resolver reagir”, finalizou.

POLICIAMENTO

Comandos da PM e GCM prometem mais patrulhamento

 O capitão da 1ª Cia da Polícia Militar, Eduardo Jorge Marques, e o comandante da Guarda Civil Municipal, Adorno da Costa, disseram ao comerciante que vão intensificar o patrulhamento na região central. O capitão da PM se comprometeu em colocar a Base Móvel na Praça Rui Barbosa em dias de pagamento e aproveitou para ressaltar que o crime de furto é extremamente difícil de combater. “A viatura chega e os ladrões mudam de rua. É até ruim de falar, mas à noite eles ficam vendo qual comércio é mais fácil de entrar”. Com isso, o capitão orientou que os comerciantes devem dificultar o acesso ao estabelecimento. “É preciso colocar os alarmes sonoros que inibem a ação dos criminosos”.

Capitão Marques
Capitão Marques

Já o comandante da GCM Adorno lembrou que a maioria dos moradores de rua é dependente químico. “Eles vão furtar aquilo que estiver na frente deles porque eles querem suprir a necessidade do momento, o problema é que depois eles voltam no mesmo lugar”.

Diante disso, Adorno também orientou que os comerciantes evitem deixar objetos de valor em local de fácil acesso. O comandante ainda ressaltou que o perfil dos andarilhos mudou. “Não é mais como há 20 anos que o morador de rua era um senhor que não tinha onde morar. Hoje, a maioria tem casa, mas também tem um vício e eles não aceitam ajuda”.

De acordo com o último relatório da Secretaria de Promoção Social, referente ao mês de abril, Mogi Guaçu tem 55 pessoas em situação de rua, sendo que todas elas são alvos do Projeto Vinha Esperança que é feito conforme um termo de colaboração entre a Prefeitura e o Albergue. O objetivo do projeto é a reinserção social e familiar. 

Adorno
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