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A difícil tarefa de indicar o novo líder na Câmara

Walter Caveanha não tem prazo para fazer a indicação, nem a função de líder tem a obrigatoriedade de ser preenchida

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Não será tarefa fácil para o prefeito Walter Caveanha (PTB) indicar seu novo líder na Câmara Municipal para o biênio 2019/2020. Em novembro do ano passado, o então líder, vereador Jéferson Luís (PROS), deixou a função e a colocou à disposição do prefeito. De lá para cá, teve início a ‘batata quente’ que ninguém quer segurar. Pelo menos, é esta a situação que a imprensa acompanha de perto no Legislativo.

A base aliada ao Governo Municipal está reduzida, na prática, aos vereadores Thomaz Caveanha (PTB), Elias dos Santos, o Pastor Elias (PSC); Luís Zanco Neto, o Zanco da Farmácia (PTC) e Francisco Magela Inácio, o Chicão do Açougue (PSD). Os outros sete vereadores, embora muitos sejam também da base aliada, limitam-se à teoria partidária, já que na prática se erguem nas cobranças e críticas ao Governo Municipal.

A princípio, um dos nomes que foi cogitado pelo próprio prefeito foi do vereador Natalino Tony Silva (Rede). Walter Caveanha chegou a dizer pessoalmente ao vereador e diante da imprensa que Natalino seria seu próximo líder. “Está aí meu novo líder. Ele vai vir para o PTB” (partido ao qual o prefeito é filiado e presidente em Mogi Guaçu). Mas Natalino já se adiantou ao rebater a proposta. “Não. De jeito nenhum! Não vou ser líder dele nem de ninguém, não”, enfatizou o vereador.

pastor elias vereadorJá no fim do ano passado, outro nome começou a ser apontado para a função, porém, desta vez, não foi o prefeito quem disse pessoalmente, mas, sim, as especulações nos bastidores da Câmara Municipal: o vereador Luciano Firmino Vieira, o Luciano da Saúde (PP). Exercendo seu segundo mandato consecutivo na Casa de Leis e trabalhando diretamente no serviço público municipal, Luciano é tido como experiente e conciliador, o que tornava o vereador como um dos potenciais nomes para ser o líder de Caveanha. Mas ele também já antecipou sua resposta: “Embora não tenha havido nenhum convite oficial feito pelo prefeito, eu não quero, não. Não vou ser o próximo líder. Não quero!”, disse Luciano, taxativo.

Com isso, apenas dois nomes restaram para o prefeito indicar para a função de líder de seu governo: o do ex-presidente da Câmara Municipal, Zanco da Farmácia, e do vereador Elias dos Santos, o Pastor Elias.

No entanto, Walter terá de ter muita habilidade para convencê-los a aceitar a indicação que pode fazer. Isso porque, Zanco já declarou sua negativa em assumir a liderança. “Não. Não quero! Nestes próximos dois anos vou ser apenas vereador. Acabei de deixar a Presidência da Câmara. Foi um aprendizado intenso, mas também muito cansativo e desgastante. Agora, quero trabalhar apenas na vereança, sem me preocupar com outras funções ou cargos”, alegou Zanco.

Já o vereador Pastor Elias é sincero ao declarar que seu emprego o obriga a fazer várias viagens pela região de Mogi Guaçu e Sul de Minas Gerais, o que compromete a eficácia da função de líder. “Trabalho muito e são muitas as viagens. Não vou conseguir acompanhar com frequência todos os problemas da cidade e talvez nem me inteirar de todas as possíveis soluções junto ao prefeito”, justificou.

Vale lembrar que o vereador Thomaz Caveanha é filho do prefeito e, por isso, não cogita a possibilidade de assumir a liderança do Governo Municipal. “Não é de bom tom e é total falta de bom senso”, reforçaram alguns vereadores.

Sendo assim, um dos poucos nomes que resta foi do vereador Chicão do Açougue, que embora esteja teoricamente na base de oposição, segue seu mandato sendo fiel ao Governo de Caveanha. No entanto, por ser um vereador com pouca experiência, já que exerce seu primeiro mandato, o nome dele não é o preferido do prefeito.

luiz zanco neto vereador

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