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13º injetará R$ 84,7 milhões na economia local

Números foram apresentados pelo assessor econômico da Fecomércio-SP, Jaime Vasconcellos com base em dados da Rais e Caged

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O 13º salário vai injetar R$ 84,7 milhões na economia guaçuana, segundo dados apresentados pelo assessor econômico da Fecomércio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), Jaime Vasconcellos. O levantamento é resultado de estudo realizado em parceria entre a Fecomércio e o Sindicato do Comércio Varejista de Mogi Guaçu, tendo como base a Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e do Caged (Cadastro de Empregados e Desempregados).

Os dados foram apresentados na última quinta-feira (7) à imprensa, em reunião realizada no Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), com a presença também do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Mogi Guaçu, Benedito Toso de Arruda, o Tica.

O montante previsto foi calculado a partir da massa salarial paga aos 38,8 mil trabalhadores com carteira assinada, somado ao saldo da massa de salários, resultante dos 13,2 mil admitidos e 11,5 mil desligados de janeiro a agosto de 2017. Nos cálculos não foram considerados os recursos recebidos pelos aposentados e pensionistas.

fecomercio jaime vasconcellos
Jaime

Vasconcellos deixou claro que estes quase R$ 85 milhões não serão injetados diretamente no comércio, ou seja, utilizados integralmente para as compras de Natal. O economista apontou alguns destinos que os trabalhadores darão ao 13º salário: consumo, pagamento de dívidas e a retirada do nome do cadastro de inadimplentes. “60% das famílias no Estado estão endividadas. Deste total, 20% estão inadimplentes”, disse frisando que o comércio é beneficiado de todas as formas. Isto porque, ao “limpar” o nome, a pessoa volta a consumir.

Apesar de indicar que a economia está ganhando fôlego, iniciando um processo de reação, Vasconcellos admite que a recuperação aconteça de três a cinco anos para chegar ao patamar de 2014. “Em 2015 e 2016 quase 3 milhões perderam o emprego. Este ano, estamos com um saldo positivo de 160 mil novos postos de trabalho”, compara frisando que as possibilidades de consumo são maiores que as do ano passado. Em percentual, ele calcula que seja 20% maior.

Claro que no final do ano, o comércio irá gerar postos de trabalho temporário, mas efetivações não são previstas. “No Estado devem ser abertas 25 mil vagas, crescimento superior a 30% quando comparado ao ano passado”, atenta. Em 2015 e 2016, Vasconcellos lembra que não houve efetivação – em termos estatísticos – dos temporários.

 fecomercio jaime vasconcellos e benedito toso arruda tica arruda

CONSUMO

Como economista, Vasconcellos frisa que a melhor destinação a ser dada ao 13º salário é poupar 70% e destinar o restante ao consumo. Poupar é ideal para arcar com as despesas extras do início do ano, como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e material escolar.

Por outro lado, para o comércio a injeção deste dinheiro na economia é uma alavanca para impulsionar a queima de estoques. “O Natal é a principal data do comércio varejista. É quando se vende 30% mais do que a média dos outros meses do ano”, pontua.

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