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Regra da gratuidade terá de ser revista

O rumo que a concessão da gratuidade tomará ainda não é sabido, mas alterações começam a ser analisadas

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Entre esta terça-feira (23) e amanhã (24), o secretário de Obras e Viação da Prefeitura, Salvador Franceli, e o vereador – líder do prefeito Walter Caveanha (PTB) na Câmara – Jéferson Luís (PROS), vão se reunir para conversar sobre os rumos da gratuidade na tarifa de ônibus concedida aos usuários do transporte coletivo urbano. A discussão se faz necessária porque se aproxima novamente a época de analisar o reajuste no valor da tarifa. Atualmente, o preço dela é de R$ 3,78, sendo que o custo real – de acordo com o contrato – deveria ser de R$ 4,40 na catraca. 

A intenção de Franceli é explicar ao líder do prefeito qual é o real impacto que a gratuidade faz no cenário econômico do município ao passo que o atual valor da tarifa torna-se caro para o usuário que paga o preço integral. “Muito não pagam nada e poucos pagam muito caro”, resumiu o secretário de Obras e Viação.

Ao apresentar números e informações ao vereador Jéferson, Salvador pretende conseguir que os demais vereadores compreendam as mudanças que se fazem necessárias na concessão da gratuidade da tarifa e apoiem, principalmente quando o projeto de lei de autoria do Executivo chegar ao plenário da Câmara para ser votado. “Há vários estudos que estão sendo feitos, a fim de conseguir até reduzir um pouco mais o preço da tarifa na catraca. Mas para isso precisamos também do apoio da Câmara”, frisou Salvador.

Salvador
Salvador

Ele não quis adiantar nenhuma das sugestões que pretende apresentar no projeto de lei para não criar polêmicas com os usuários. A única garantia dada por Salvador é que qualquer mudança que seja feita na concessão da gratuidade não terá efeito retroativo. Ou seja, quem já se beneficia da gratuidade na tarifa de ônibus vai continuar usufruindo do benefício. “A proposta é mudar as regras para os próximos usuários. Caso contrário, num futuro próximo, haverá um colapso no transporte público”, justificou o secretário.

Salvador se limitou apenas a dizer que uma das propostas seria reduzir o número de passes a ser dado aos pensionistas e até mesmo limitar a quantidade permitida de viagens a serem feitas pelo aposentando, por exemplo, conforme a renda salarial dele. “Sabe-se de aposentado que recebe um salário alto e que utiliza o transporte coletivo urbano de graça, enquanto o trabalhador que recebe salário mínimo tem de pagar o valor quase integral da tarifa”, compara.

O vereador Jéferson Luís já havia mencionado o assunto, na semana passada, durante a sessão da Câmara. Por causa da dificuldade da Viação Santa Cruz – empresa responsável pelo transporte público – de comprar novos ônibus para ampliar os itinerários. “Essa questão da gratuidade precisa ser revista. Mais cedo ou mais tarde, nós, vereadores, teremos de tomar uma postura quanto a este assunto e rever alguns pontos”, observou.

A Gazeta tentou falar sobre o assunto com a Viação Santa Cruz, mas não conseguiu o retorno da empresa até o fechamento desta edição.

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