Home»Destaque na Home»Presidente de clube se diz vítima de complô

Presidente de clube se diz vítima de complô

Jonas César de Oliveira também afirmou que foi ameaçado de morte e, por isso, registrou um Boletim de Ocorrência por ameaça

0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

O presidente do Independente Futebol Clube de Mogi Guaçu, Jonas César de Oliveira, decidiu procurar a Gazeta para explicar os motivos dos jogadores terem sido deixados no alojamento sem comida.

Jonas disse estar sendo vítima de um complô. Ele contou que antes do feriado da Páscoa dispensou os jogadores e pediu que eles permanecessem em suas residências até um momento oportuno, sem data, para terminar os treinos de avaliação. E que o técnico Cassius Manga foi quem os manteve no local após o feriado, contradizendo sua ordem. Por conta disso, ele não teria mais responsabilidade sobre os garotos e, por isso, demitiu o técnico.

caso jogadores jonasA reportagem esteve no alojamento na tarde de ontem (24) e oito garotos ainda aguardavam ajuda financeira para voltar para suas residências. A maioria mora na região Nordeste e a família não tem como pagar a passagem de volta. Eles estão sendo alimentados com doações de igrejas e políticos da cidade. O técnico demitido também continua no local e disse que não vai embora porque não pode abandonar os jogadores que trouxe do Nordeste e que vai aguardar até que eles voltem para casa.

Jonas afirmou que com base em um contrato que fez com os jogadores não se responsabiliza por pagamento de salários, manutenção do alojamento ou da alimentação caso sejam dispensados. E que esses que ficaram foram trazidos pelo técnico e são da responsabilidade dele. Os contratos, como confirmou Jonas à Gazeta, não foram registrados em Cartório.

Jonas também alegou que os jogadores ainda estavam em avaliação e que depois decidiria quem ficaria para o campeonato que será em junho. Ele disse que diante desse complô decidiu por não manter mais a equipe. “Eles foram alimentados até o último dia que eram para ficar e tenho todas as notas do mercado para comprovar. Não podem dizer que passaram fome. Não ficaram sem comer”.

Jonas disse que pagou aluguel contradizendo o arrendatário do alojamento Dener Kemp. Mas confirmou que cortou a energia na véspera do feriado de Tiradentes porque já não tinha responsabilidades no local ou com os jogadores que ficaram e que, por isso, foi ameaçado de morte pelos garotos.

Na semana passada, os jogadores disseram que vieram para Mogi Guaçu com a promessa de participarem de campeonatos que serviriam de ‘vitrines’. Eles treinavam com o objetivo de jogar nos campeonatos em troca de alojamento e comida.  

caso jogadores jonas

Voltou atrás

O pai de um dos atletas entrevistados na semana passada, José Antônio Gimenez Maia, voltou à Gazeta na companhia de Jonas e, dessa vez, mudou a versão dada na entrevista anterior. Disse que os R$ 2.700 que pagou para a inscrição do filho na Liga de Futebol, que não foi feita, na verdade foi uma ‘doação’ em troca de o filho ficar alojado (janeiro a abril) e receber alimentação enquanto treinava de janeiro a semana passada. A doação foi, inclusive, registrada em Cartório na data de ontem (24) com a rescisão do pré-contrato.

José Antonio
José Antônio

Jonas negou tirar vantagens financeiras das famílias dos garotos em troca de dar, nesse caso prometer, projeção no futebol. Disse que ano passado o Independente Futebol Clube participou de campeonatos. Quanto às denúncias feitas no Ministério Público e Ministério Público do Trabalho, disse que “se continua o trabalho com o clube e não foi punido é porque está certo”. Além do Centro de Treinamento que existia em Mogi Guaçu há outro, com adolescentes, em Mogi Mirim.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público de Mogi Guaçu, houve um inquérito entre 2013 e 1014 que acabou sendo arquivado porque no momento das vistorias finais foi constatado que os jogadores não estavam mais no alojamento e tinham retornado para suas famílias. Na ocasião, ele mantinha 30 atletas em más condições de alojamento em uma residência no Jardim Centenário. A denúncia era a mesma: ‘improvisação’ do alojamento e comida insuficiente.

Em agosto do ano passado, ele voltou a ser denunciado no Conselho Tutelar e na Visa (Vigilância Sanitária) após um comunicado do Ministério Público do Trabalho de Campinas para verificar as condições do alojamento. No mês passado, foi lavrado o Auto de Imposição de Penalidade estabelecendo a penalidade de prestação de serviços à comunidade e a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano da Prefeitura informou que as atividades do Independente não estavam regularizadas.

Jogadores e técnico
Jogadores e técnico
Post anterior

Guaçuano morre em Santa Rita do Passa Quatro

Próximo post

Cinquentão do Itaqui terá jogos pela semifinal