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Mãe dá remédio controlado para bebê

Caso chamou a atenção de médicos e enfermeiros do Hospital Municipal e foi parar no Conselho Tutelar

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O bebê de 1 ano e 7 meses estava agitado e chorava. Para acalmar a criança, a mãe de 33 anos pegou o remédio da avó e deu uma gota para o filho. O medicamento era Clonazepam.

Assim que o pai da criança, de 23 anos, chegou do serviço disse que percebeu a criança ‘mole’ e perguntou à esposa o que tinha acontecido. Ao saber da medicação, ele tentou fazer a criança andar, mas viu que o filho não conseguia ficar em pé. Decidiu levar a criança ao médico.

Os guardas civis Fernandes e Evaldo foram acionados pelo pronto-socorro do Hospital Municipal “Dr. Tabajara Ramos” por volta das 23h30 da última terça-feira (23), após o pai chegar com o filho ao local. Eles foram, então, até à residência falar com a mãe. Ela disse que não sabia que o remédio deixaria a criança naquele estado e que não queria fazer mal ao filho. Informou também que o amásio não a deixou ir junto ao hospital e ficou em casa com a outra filha.

O Conselho Tutelar foi acionado ainda de madrugada e um Boletim de Ocorrência de perigo à vida/saúde de outrem foi registrado. Enquanto ainda estavam pela delegacia, os guardas souberam que o pai retirou o soro do filho e foi embora com a criança sem ordens médicas. A criança deveria ter ficado em observação.

Uma viatura que patrulhava a Zona Sul conseguiu localizar pai e filho e os levaram de volta ao hospital. A criança não corre risco de morte. Na manhã de quarta-feira (24), o casal não compareceu à sede do órgão de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente para esclarecimentos.

Diante disso, uma visita domiciliar foi agendada e a família receberá acompanhamento, principalmente pela informação recebida pelos conselheiros tutelares que não é a primeira vez que o fato ocorre.

O clonazepam foi entregue ao médico e apreendido pela Polícia Civil. O medicamento é indicado, segundo sites de pesquisa, para tratar crises epiléticas e espasmos infantis (Síndrome de West), assim como transtornos de ansiedade, transtornos do humor, síndromes psicóticas, vertigem e distúrbios do equilíbrio.

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