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Livro: um novo mundo que se abre aos pequenos

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Ler segue sendo um diferencial na educação. E os pais não precisam esperar as crianças serem alfabetizadas para abrirem este novo mundo aos filhos. Afinal, há até mesmo os chamados livros de banho que servem não somente para entreter os bebês durante a higiene. Assim, como há aqueles que aliam sons, outros que são tridimensionais e exemplares que trazem texturas. Enfim, uma riqueza de detalhes para enriquecer a aprendizagem.

E os livros infantis são tão importantes que mereceram um dia para jamais serem esquecidos: 18 de abril. Sim! Esta semana foi comemorado o Dia Nacional do Livro Infantil. A data foi escolhida pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2002, em homenagem ao escritor brasileiro José Bento Monteiro Lobato. Isto porque, Monteiro Lobato nasceu em 18 de abril de 1882 e foi o criador da literatura infantil no Brasil.

INFANTO-JUVENIL

Biblioteca Municipal dispõe de mais de 8,5 mil exemplares

A Biblioteca Municipal “João XXIII” tem um acervo com 34 mil livros. Deste total, quase 1/3 são de títulos que compõem o acervo voltado à leitura infanto-juvenil. São 2.722 exemplares para o público infantil e outros 5.815 para o público juvenil, conforme levantamento realizado pela bibliotecária Nínive Adrielle Castiglioni.

Nínive
Nínive

Instalada no Centro Cultural, a Biblioteca Municipal tem uma sala disponível apenas para a literatura infantil. Ali, os livros ficam na altura das mãos dos pequenos exatamente para que tenham facilidade ao acesso. As mesas e cadeiras são pequeninas. Tudo para acomodar as crianças leitoras. E Nínive lembra que para fomentar este interesse pela leitura existe ainda o projeto de “Contação de Histórias” que acontece todas as terças e quintas-feiras, em dois horários: às 9 horas e às 14 horas. “As crianças adoram! Recebemos crianças que vêm acompanhadas dos pais, mas também temos aquelas que são alunas da Emia (Escola Municipal de Iniciação Artística) e aproveitam para conferir o projeto”, conta.

Para Nínive, quanto mais cedo a criança tomar gosto pela leitura, melhor porque nunca vai ler apenas pela obrigação. “A gente ouve muitos pais reclamarem que os filhos não gostam de ler, mas este incentivo tem que acontecer o quanto antes”, reforça.

A bibliotecária lembra que os livros infantis e infanto-juvenis, assim como os demais exemplares da “João XXIII”, podem ser emprestados, ou seja, lidos em casa. E que o acervo dispõe desde os clássicos até os autores que tem feito a cabeça da garotada, com destaque para Thalita Rebouças.

leitura infantilINCENTIVO À LEITURA

Projetos escolares incentivam a leitura até mesmo em família

Ler nunca é demais e com a internet, literalmente, na ponta dos dedos, o hábito de ler livros físicos tem sido deixado de lado por alguns. Mas os educadores estão atentos a isto e tem buscado – e encontrado! – formas de incentivar a leitura. E, claro, de ir muito além do material apostilado, apesar das citações aos autores infantis.

Uma das ideais desenvolvidas em uma escola da rede privada de Mogi Guaçu é ler em família, conforme explica a coordenadora da educação infantil e do fundamental I, Maria Cristina Marangoni. “Toda sexta-feira a turminha da educação infantil leva um livro na mochila para ler em casa. Com isto, não irão apenas ouvir a uma história, mas também estarão em família, pois os pais é que irão ler para elas”, detalha. E este incentivo não para nisto. Os alunos do Fundamental I têm quatro livros de leitura que precisam ser lidos no decorrer do ano letivo.  

Cristina comenta que Monteiro Lobato, de fato, é o grande destaque na literatura infantil. Tanto que a escola leva os alunos da educação infantil e do ensino fundamental I para conhecerem o Sítio do Pica-Pau Amarelo, em Caçapava (SP), durante este mês. “O livro abre uma janela para poder viajar para vários lugares. Os pequenos trabalham muito sobre o que vêm nas ilustrações e assim contam as histórias do jeito deles”, exemplifica lembrando que outras ferramentas exploradas a partir dos livros infantis são o teatro e a contação de histórias. Ela lembra que nesta fase – educação infantil – os textos longos são desestimulantes, por isso, as histórias são contadas através das figuras.

Cristina
Cristina

Na avaliação de Cristina, a leitura ainda colabora para a integração da criança, pois em uma roda de leitura ou contação de histórias todos terão oportunidade de ler para os amigos. “E sem falar que os pequenos irão emprestar seus livros. E leitura é um hábito, assim como estudar é um hábito. Seria muito importante que começasse a ser incentivado desde pequeno, com os livros de banho”, opina a coordenadora pedagógica. 

PEQUENA LEITORA

Júlia é fã dos gibis da Turma da Mônica Jovem

A pequena Júlia Almeida Ferreira, 10 anos, é uma frequentadora assídua da Biblioteca Municipal “João XXIII”, onde costumar ficar por horas na sala de livros infantis. É lá que estão os gibis que tanto aprecia. E ela também é fã confessa da Turma da Mônica Jovem.

Julia
Júlia

A estudante vai semanalmente à biblioteca, após as aulas de violão na Emia (Escola Municipal de Iniciação Artística). Ela conta que chega a ficar três horas por lá. É neste período que aproveita para “devorar” os gibis e ler os outros títulos que chamem sua atenção. “Fico lendo até a hora em que minha mãe vem me buscar. Eu gosto de ficar aqui”, diz, sem rodeios.

Em casa, Júlia conta que também lê. “Estou lendo um livro de uma menina que conta a história de uma menina que faz balé”, diz. Muito crítica, apesar da pouca idade, a estudante admite precisar melhorar sua leitura e, por isso, tem se dedicado bastante.

A mãe da pequena Júlia, Jussara Almeida de Oliveira Ferreira conta que a filha, de fato, gosta mesmo de ler. “Desde pequena, eu lia para ela”, observa. Em casa, segundo Jussara, a filha administra bem o tempo entre a leitura, os jogos no celular, o bate-papo com as amigas no WhatsApp e as brincadeiras com a turma. Já a irmã de Júlia, Ana Paula, 19 anos, não é tão fã da leitura quanto a irmã, apesar de já ter lido muito para a caçula.

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