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Jéferson critica livro do MEC: referência a incesto e pedofilia

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O livro “Enquanto o sono não vem” aprovado pelo MEC (Ministério da Educação) para ser usado na rede pública municipal de todo o país para os alunos de 6 a 8 anos foi criticado pelo vereador Jéferson Luís (PROS), que recebeu o apoio público dos vereadores Natalino Tony Silva (Rede Sustentabilidade) e Elias dos Santos, o Pastor Elias (PSC).

De acordo com Jéferson, o livro mencionado faz alusão ao incesto e a pedofilia. Trata-se de um dos contos que traz a história de um rei que é pai de três filhas e em certo momento da história o rei diz à filha que quer se casar com ela. “Num dos trechos do livro é exatamente isso que o pai diz à filha e ainda acrescenta que a mãe delas se tornará a criada deles. Como a menina não aceita casar-se com o pai e nem ver a mãe como criada, o pai/rei faz duras penalidades à filha. Uma atitude totalmente desprezível que torna claro a incitação ao incesto e a pedofilia”, observou Jéferson.

livroNa tribuna da Câmara, o vereador advertiu o MEC por ter aprovado um livro com conteúdo considerado impróprio para as crianças. A falha, segundo Jéferson, foi identificada pela secretária municipal de Educação de Londrina/PR. “É lamentável saber que o MEC investiu milhões para elaborar esses livros e pregar esse tipo de comportamento dentro das escolas. Já fiz contato com a secretária municipal de Educação de Mogi Guaçu, Célia Maria Mamede, para que se estes livros chegarem ao nosso município que sejam de imediato devolvidos ao MEC e, se já tiverem chegado, sejam recolhidos e tirados do alcance das nossas crianças”, frisou.

Jéferson ressalta que o MEC precisa urgentemente repensar sua didática e pedagogia para com as crianças de seis anos. “Estamos atentos a livros como esses. Vamos defender nossas crianças e representar os pais que esperam isso de nós, seus representantes. Não deixem nossas crianças em paz. Este é o recado que o MEC precisa entender”, concluiu o vereador.

O vereador Natalino Tony Silva fez coro ao discurso de Jéferson atribuindo aos livros do MEC o momento de imoralidade pelo qual o Brasil passa. “É uma vergonha. As famílias estão indo para a decadência e muitas vezes nós cruzamos nossos braços e ficamos esperando na janela. Está na hora de tomarmos consciência e defendermos nossas crianças. Não podemos permitir que esse tipo de situação aconteça dentro das nossas escolas”, frisou.

Para o vereador Elias dos Santos, o Pastor Elias, o papel da escola é alfabetizar e ensinar as disciplinas, como Matemática, História, Geografia, entre outras. “A sexualidade não precisa ser ensinada nas escolas. Deixem isso para as famílias fazerem de acordo com suas regras e no momento que considerarem adequado. Quero bater forte contra esse tipo de livro que vem para causar mais estragos na mente infantil. O MEC precisa rever tudo isso, porque ele está deixando de ser Ministério da Educação para ser a sigla que Mostra Errado o Caminho”, concluiu.

Livro recolhido

A Gazeta entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação que informou ter recebido alguns exemplares do livro, porém eles não estão sendo trabalhados com os alunos por conta de toda polêmica.

Com base em parecer técnico da Secretaria de Educação Básica (SEB), o ministro da Educação, Mendonça Filho, decidiu recolher os 93 mil exemplares do livro “Enquanto o sono não vem” distribuídos pelo Programa de Alfabetização na Idade Certa (Pnaic). A decisão do ministro é respaldada em parecer técnico da Secretaria de Educação Básica (SEB), que considera a obra não adequada para as crianças de sete a oito anos do ensino fundamental, pela abordagem do tema incesto. (MDT)

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