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Fabrício é condenado por atentar contra ex-namorada

Fabrício Barzan tentou matar Priscila por duas vezes e na última acabou preso e, agora, condenado

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Mogi Mirim teve sua primeira condenação por feminicídio. O vigilante Fabrício José Bazan, 43 anos, que tentou matar a ex-companheira, a balconista Priscila Pereira Ribeiro, 32 anos, com dois disparos de arma de fogo, foi condenado por um júri popular a 10 anos e oito meses de reclusão. O crime ocorreu na tarde do dia 10 de agosto do ano passado, no bairro Jardim Silvânia, em Mogi.

O vigilante, que já respondia por tentativa de homicídio, lesão corporal e ameaça contra a vítima, foi indiciado também, na época, por homicídio simples e violência doméstica.

fabrício acusado caso priscila tentativa homicidio mogi mirim jd silvaniaBazan foi enquadrado na Lei do Feminicídio, fato agravante para sua pena. A lei torna o assassinato de mulheres um crime hediondo.

Ele continuará em regime fechado, tendo sido negado o pedido para responder em liberdade. “É um avanço. A mulher merece essa proteção. É o chamado direito de minorias”, afirmou o promotor de Justiça Rogério Filócomo.

 

Histórico

O último atentado foi em agosto do ano passado, em Mogi Mirim. Ela foi atingida por um disparo na boca e o tórax. Familiares teriam dito que por pressão emocional eles reataram e houve um novo rompimento, que resultou no segundo atentado. Ela estava morando sozinha e pernoitava na casa da irmã. Ela foi abordada na calçada, quando saía de manhã da casa da irmã. Fabrício fugiu de moto e deixou Priscila caída na calçada.

Em fevereiro de 2014, ela foi baleada quando saía de uma pastelaria em Mogi Guaçu na companhia do ex-marido.  Ela já estava dentro do carro, quando Bazan, armado com um revólver, apareceu. O ex-marido de Priscila foi baleado na perna e ela foi atingida no rosto e no ombro direito. Priscila perdeu dois dentes e passou por uma cirurgia para retirar os projéteis que ficaram alojados na boca e próximo ao ombro direito.

Após se recuperar, em entrevista à Gazeta fez um desabafo. “Se a Justiça fosse mais dura, talvez mudasse um pouco”. Ela conseguiu na Justiça uma medida protetiva na qual Fabrício não poderia mais chegar perto dela, mas isso não o afastou.

Ela contou que o relacionamento com Bazan mudou e de carinhoso ele passou a demonstrar ciúmes doentio. Ele chegou a furar o pneu de sua moto com um prego, a dormir na rua dentro de seu carro só para vigiar os passos dela e desconfiava da amizade dela com o ex-marido. (Com informações de O Popular/Mogi Mirim)

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As leis

A Lei Maria da Penha, que prevê punição aos agressores de mulheres, completou 10 anos. Apesar da violência ainda acontecer contra a mulher, a lei, quando aplicada, prevê que os agressores sejam presos em flagrante ou tenham prisão preventiva decretada. Além disso, a vítima tem o direito de judicialmente conseguir uma medida protetiva, que deveria afastar imediatamente o agressor do convívio com a vítima.

Já a Lei do Feminicídio transforma em homicídio qualificado o assassinato de mulheres. Passa a ser considerado crime hediondo o assassinato de mulheres decorrente de violência doméstica ou de discriminação de gênero, isto é, pelo simples fato de ser mulher.

Desde 2005, está disponível o telefone da Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180, criado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. O serviço funciona em todo o Brasil para orientar e auxiliar mulheres em situação de violência. A ligação é gratuita e atendentes capacitadas estão de plantão sete dias por semana, durante 24 horas.

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