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Fabinho dá sinais de desgaste com o Governo Municipal

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O vereador Fábio Luduvirge Fileti, o Fabinho (PSDB), não dispensou críticas à equipe de governo do prefeito Walter Caveanha (PTB) e não disfarçou seu descontentamento durante a sessão da Câmara Municipal, na segunda-feira (23). Na tribuna, Fabinho cobrou as informações que já havia pedido ao prefeito sobre as empresas contratadas que paralisaram obras públicas na cidade. “Faz 60 dias que eu fiz o primeiro requerimento e nada foi respondido pela Prefeitura. Nada. Então, eu reitero aqui o mesmo requerimento e espero que a resposta venha o quanto antes”, disse o vereador. “Não tem mais jeito de ficar nessa situação. A Prefeitura contrata a empresa que venceu a licitação, ela começa a obra e daqui a pouco para porque não tem condições de continuar ou porque não recebeu o pagamento. Eu quero saber quais são essas empresas e quais as obras que elas deixaram paradas aqui. É meu papel e meu direito enquanto vereador”, frisou Fabinho.

O requerimento apresentado por ele novamente foi aprovado pelo plenário da Casa e o prefeito Walter Caveanha tem o prazo de 60 dias para respondê-lo ao vereador.  Em seguida, Fabinho voltou à tribuna para lamentar a ausência dos demais vereadores na Faculdade Municipal “Professor Franco Montoro”, no último dia 18, durante a visita técnica dos professores do Conselho Estadual de Educação, que estiveram em Mogi Guaçu para conhecer in loco a estrutura da faculdade, a fim de analisar as reais condições para a possível autorização de implantação da faculdade de Medicina na cidade.

“Eu não sei os demais vereadores, mas eu não fui convidado. Ninguém chamou esta Casa para participar dessa visita. Acho que é uma falta de respeito com o Legislativo, porque, talvez, esta Casa terá de votar alguma alteração na lei que irá reger essa implantação ou a criação de algum cargo. Por isso, acho, sim, importante que os vereadores estejam presentes mesmo sendo uma visita técnica. O convite tem de ser feito”, retrucou Fabinho, que faz parte da base aliada ao Governo Municipal e é líder da bancada do PSDB. O partido, inclusive, é detentor de uma Pasta na Administração Municipal. A presidente do PSDB local, Maria Otília Papa, é secretária municipal da Saama (Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente).

Ainda em seu discurso, Fabinho também criticou a atitude do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto) que cortou o fornecimento de água numa casa no Jardim Ypê Amarelo. O motivo do corte foi a falta de pagamento da conta de água. De acordo com o vereador, o corte no fornecimento tem mesmo de ser feito quando o contribuinte não paga o Samae. Porém, ele questiona que o corte foi feito sem aviso prévio ao proprietário da residência. “O Samae deixa uma notificação na caixa de Correios da casa e vai embora, sem saber se o morador viu ou não aquele aviso de corte. O ideal é que esta notificação seja assinada pelo responsável da casa para que o Samae tenha uma comprovação de que ele está ciente sobre o corte de água”, observou Fabinho, que já apresentou um projeto de lei que trata deste assunto.

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