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Ex-candidato e Presidência do PMDB se desentendem

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 O PMDB de Mogi Guaçu está enfrentando uma discussão intrapartidária que envolve o então candidato a vereador pela sigla Diego Kuhnen. A Justiça Eleitoral e o TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) se manifestaram pela desaprovação da prestação de contas final de Diego nas eleições municipais de 2016, o que revoltou o então candidato pelo PMDB. Único a disputar uma vaga na Câmara Municipal de Mogi Guaçu pelo partido, Diego acusa a sigla de negligência. “Quero me colocar como um delator. Fui usado como ‘laranja’. Porque o PMDB de Mogi Guaçu não mostra as contas para a Executiva Estadual da sigla? Será que quiseram esconder os valores por causa do fundo partidário do PMDB?”, questionou Diego em tom de acusação.

A prestação de contas final do então candidato foi desaprovada porque Diego não abriu a conta bancária em seu nome para fazer as transações durante a campanha eleitoral, como entrada e saída de dinheiro mediante apresentação das notas fiscais. No entanto, ele alega que ficou impedido de abrir a conta corrente em seu nome porque o PMDB de Mogi Guaçu também não tinha conta bancária aberta para receber os depósitos de sobras de campanha. “Quem realizava a abertura das contas correntes de campanha era a coordenação da campanha e eles avisavam os candidatos sobre a prontidão dos documentos nas agências bancárias para que fossem assinar. Eu fui até ao banco para abrir a minha conta, mas o banco me pediu a numeração da conta corrente do PMDB de Mogi Guaçu e o partido não tinha”, contou Diego.

Sem conta bancária aberta em seu nome, Diego não apresentou à Justiça Eleitoral as receitas e despesas que transitaram pela conta bancária de campanha nem pode comprovar quem foram seus doadores de campanha e, assim, justificar a origem do dinheiro. “Fui orientado para informar a conta corrente da Executiva Estadual do PMDB, porque sem a conta municipal, se houvesse sobras de campanha, o valor seria encaminhado para a Estadual, mas também não consegui essa informação e os procedimentos ficaram parados”, completou Diego.

Para ele, o PMDB agiu de má-fé e usou seu nome para obter recursos do partido para benefício próprio. “Eu era o único candidato da sigla e eles sabiam que eu tinha poucas chances de vencer as eleições, mas usaram de má-fé. Fui lesado, corro o risco de fica inelegível por causa da negligência do próprio partido”, frisou.

 

Outro lado
Nas eleições de 2016, o PMDB coligou com o PP e SD para disputarem as 11 vagas na Câmara Municipal. Os três partidos pertenciam à coligação “Mogi Guaçu Pede Mudança”, que defendeu a candidatura de Marcos Antonio (PSD) para prefeito de Mogi Guaçu. Atualmente, o PMDB guaçuano está sob a presidência do médico André Paliari. No entanto, o advogado da coligação, João Batista Campos dos Reis, foi quem respondeu as acusações feitas por Diego.

De acordo com o advogado, as acusações são infundadas. “O candidato é quem deve abrir sua própria conta corrente, e não o partido. A abertura da conta bancária é um ato pessoal, e não político. Foi ele quem errou. O PMDB sempre esteve à disposição para sanar as dúvidas”, resumiu.

A desaprovação da prestação de contas final de Diego será encaminhada ao Ministério Público e, em seguida, ao juiz eleitoral, Roginer Garcia Carniel. Somente após a decisão do juiz é que será possível saber se Diego estará ou não inelegível.

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