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Estiva Gerbi: servidores recebem 1% de reajuste

Ela concedeu 1% de reajuste salarial para a categoria e justificou que não pode elevar esse índice

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Os moradores de Estiva Gerbi quase enfrentaram uma greve nos serviços essenciais da cidade, como coleta de lixo e atendimento médico. A paralisação somente não ocorreu porque os cerca de 400 servidores públicos municipais recuaram da decisão e prosseguiram trabalhando. A ameaça de greve ocorreu na tarde do último dia 9, sexta-feira. Isso porque, a prefeita de Estiva Gerbi, Cláudia Botelho (PMDB), concedeu reajuste salarial de 1%. O índice foi considerado uma afronta pela categoria.

O presidente do Sindiçu (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mogi Guaçu e Região), Valdomiro Sutério, o Miro, disse que a proposta de reajuste salarial apresentada à prefeita de Estiva foi de 4,08% referente à inflação nos últimos 12 meses acrescidos de 5% de aumento real. “Sabemos que o aumento real seria difícil de conseguir, mas pelo menos o repasse da inflação ela deveria ter concedido. Autorizar apenas 1% é mais do que irrisório”, avaliou.

Miro ainda afirmou que a greve apenas não foi deflagrada porque os servidores de Estiva aceitaram as reivindicações referentes às cláusulas sociais, como uniformes, por exemplo. “A categoria não aceitou 1% de reajuste salarial, mas concordou com as cláusulas sociais que foram aprovadas pela prefeita. Assim, os servidores decidiram não parar, mas querem reivindicar o reajuste na Justiça”, pontuou.

Miro
Miro

Agora, o departamento jurídico do Sindiçu está analisando o que pode ser feito para conseguir o aumento salarial de pelo menos 4,08% na Justiça. “Estamos esperando para saber o que vamos fazer judicialmente. É melhor esperar e seguir os trâmites que vão aumentar nossas chances de vencer essa briga. Ou iríamos para o enfrentamento iniciando a greve ou seguimos trabalhando e vamos para a Justiça”, afirmou Miro.

 

Sem condições

Por meio da assessoria de imprensa da Prefeitura de Estiva Gerbi, a prefeita Cláudia Botelho alegou que a situação financeira do município não permite a concessão de um reajuste maior do que 1%. “A Administração passada nos deixou uma dívida de R$ 9 milhões e mesmo assim pagamos as férias de 334 servidores públicos, regularizamos as compras de cestas básicas e mantemos os salários em dia. Em respeito à legislação e ao povo de Estiva Gerbi, a possibilidade econômica que temos agora nos permite apenas 1% de aumento salarial”, disse a prefeita, em nota.

Cláudia
Cláudia

Ela também questionou a postura do Sindiçu, já que a Administração passada ficou 18 meses sem conceder qualquer aumento salarial sem que houvesse sequer uma greve. “Se houver paralisação agora será considerada ilegal, porque apresentamos uma proposta”, conclui a nota.

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