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Editorial: Sem opções

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Não é de hoje que a falta de opções de lazer na cidade é apontada pela população, principalmente pelos jovens, como um dos problemas a ser enfrentado por quem administra a cidade. Não se encontram opções desde aquelas ligadas a questões educativas e ambientais, passando pela área cultural e de entretenimento, de uma forma geral. Em consequência disso, é rotineira a aglomeração de adolescentes e até de crianças em pontos de grande circulação da cidade, fazendo daquele espaço seu ponto de encontro, em alguns casos tendo a bebida e até outras drogas ao seu fácil alcance. As Avenidas 9 de Abril, Júlio Xavier da Silva, além da Praça Cândido Rondon são apenas alguns exemplos de espaços que já serviram de “point” para milhares de jovens em busca de diversão. O estacionamento do shopping da cidade também tem sido ponto de encontro para esses adolescentes que aos finais de semana se reúnem para os chamados “rolezinhos”, a maioria deles agendados pelas redes sociais.                            

Por outro lado, há quem prefira a participação em festas que são realizadas cidade afora, principalmente em chácaras – muitas sem qualquer autorização dos órgãos fiscalizadores – onde o tráfico de entorpecente e até a prostituição infantil acontecem indiscriminadamente entre os menores de idade, sempre regadas a muita bebida e outros tantos decibéis de som. Essa mistura perigosa que envolve adolescentes vulneráveis, drogas e aliciadores tem arregimentado cada vez mais jovens para o mundo do crime, como destaca a manchete de hoje desse bissemanário.                              

Identificar opções de lazer para esse público cada vez mais conectado à internet e desvinculado da realidade da cidade não é das tarefas mais fáceis. Enfrentar a independência que a maioria acredita ter, bem como a rebeldia comum dessa etapa da vida é um desafio aos pais e às autoridades policiais. A adolescência é reconhecidamente um período de descobertas e de questionamentos, mas esses jovens precisam ser acompanhados de perto por aqueles a quem cabe educá-los e orientá-los, sem qualquer tipo de omissão. Do Poder Público, a implementação de políticas de lazer e a destinação de espaços que fomentem a cultura da forma que eles estão acostumados a buscar podem ajudar e muito a impedir que essa nova geração seja aliciada por criminosos que ficam à espreita montando cenários ideais para abaterem suas vítimas.

Dar opções de lazer é, em meio a tantas outras prioridades, obrigação da Administração Municipal. E aos responsáveis caberá mostrar aos adolescentes que é possível se divertir de forma sadia e com segurança, muito embora as opções que hoje a cidade ofereça não apontem para isso.

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