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Editorial: Saúde: o calcanhar de Aquiles

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A área da saúde em Mogi Guaçu se comparada a outras cidades da região ganha disparado, mas precisa ser melhor lapidada. Algumas questões merecem entrar na pauta de urgência da Secretaria Municipal de Saúde. As reclamações existem e precisam, sim, ser atendidas, pois a saúde é um dos temas que mais preocupam a população. Em tempo de desemprego e cancelamentos de planos privados, a rede municipal de saúde é cada vez mais procurada e deve estar preparada para atender a demanda.

A demora em agendar uma consulta com um especialista ou até mesmo para a realização de um simples ultrassom são reclamações que já são feitas há algum tempo, assim como a falta de ambulâncias para fazer o transporte de pacientes dentro da cidade. Esse último pode ser resolvido pela Secretaria de Saúde com a locação de cinco ambulâncias, como trás reportagem da repórter Michele Domingues Tressoldi nesta edição.

Nos últimos meses, o número de reclamações devido à falta de ambulância chamou a atenção, principalmente porque pacientes idosos foram deixados esperando por horas pelo transporte. Com a locação, a Prefeitura pode amenizar essa questão e, assim, terá condições de se debruçar em cima de outros problemas: falta de profissionais, de remédios e de equipamentos.

Nas poucas vezes em que fala com a imprensa, a secretária de Saúde, Clara Alice Franco de Almeida Carvalho, demonstra ter conhecimento dos problemas locais, mas sempre ressalta que a falta de recursos é o principal problema. É essencial rever o modelo de saúde. Há que investir na prevenção e no atendimento horizontal.

O hospital deve ser o último recurso, não a porta de entrada para o diagnóstico. A própria secretária falou sobre o assunto durante a prestação de contas de sua Pasta neste ano. Mas, apesar disso, ainda falta ação do Poder Público.

Ações que atinjam a grande massa precisam ser colocadas em prática, como campanhas orientativas que chegam até o munícipe e mutirões para diminuir a fila de consultas e exames. As unidades básicas precisam estar preparadas para atender a demanda com médicos, equipamentos e remédios. É inadmissível que o médico ginecologista não seja encontrado no posto de saúde nos dias atuais. São problemas pontuais que precisam ser resolvidos, como o caso do aluguel das ambulâncias.

É fundamental dar condições aos profissionais do setor. A saúde exige tratamento intensivo e especial. A equipe do prefeito Walter Caveanha (PTB) não mudou nesta nova gestão, então, sabem de cor quais são os principais problemas na área da saúde do município. Agora, espera-se que um plano seja colocado em prática o quanto antes para minimizar a dor de tantas famílias guaçuanas que sofrem com a demora e o descaso. São problemas que merecem uma solução.

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