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Editorial: Prova de fogo

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O prefeito Walter Caveanha (PTB) teve sua primeira vitória na Câmara Municipal ao ver o projeto que reduz o valor mínimo para o pagamento dos precatórios ser aprovado de maneira fácil. Com poucas discussões entre o Executivo e o Legislativo, apenas uma semana depois de dar entrada na Casa de Leis o projeto de lei complementar que reduziu o valor mínimo para o pagamento dos precatórios para R$ 5,5 mil foi votado e aprovado sem nenhuma manifestação dos vereadores na tribuna da Câmara.

Alguns servidores municipais e sindicalistas consideraram que a decisão dos vereadores em aprovar o projeto de lei foi empurrada goela abaixo. Outros consideraram que a falta de diálogo foi o maior erro do prefeito Walter Caveanha.  A demora em explicar de fato à população e aos servidores municipais quais eram os reais objetivos de alterar o valor mínimo para R$ 5,5 mil nos pagamentos dos precatórios contribuiu para aumentar a bola de neve de boatos e especulações em torno do assunto. O projeto de lei nem era para ser tão polêmico e sequer causar tamanha repercussão – negativa, diga-se de passagem – se tivesse sido tratado desde o início como uma manobra de extrema relevância para o respiro financeiro de Mogi Guaçu. Mas, não foi assim. Ausência de diálogos, controvérsias, diz que me diz, pressão de todos os lados trouxeram à tona várias facetas de uma mesma moeda: a pouca persuasão da Câmara de Vereadores que ao entender pouco sobre o assunto também questionou pouco sobre ele. O poder de enfrentamento do prefeito Walter Caveanha que – mais uma vez – protagonizou uma queda de braço com os servidores municipais e a falta de união da categoria que temendo represálias evitou mostrar a força foram os destaques nos últimos dias.

Espera-se que o assunto de extrema relevância seja melhor debatido entre os agentes políticos e a sociedade como um todo. Não basta ficar repetindo que a situação financeira é difícil. É preciso apresentar números, dar exemplos, ser transparente. Convocar a imprensa somente no dia da votação e gravar um vídeo para os servidores horas antes da votação do projeto não demonstra habilidade para enfrentar a questão.

O fato é que, agora, as finanças da Prefeitura guaçuana estão novamente amarradas. Se já havia pouco dinheiro em caixa antes da obrigatoriedade de se pagar sentenças de imediato no valor de até R$ 5,5 mil, imagine agora com estas sentenças chegando e tendo de ser quitadas pela Administração Municipal? Haja economia, argumentação e  paciência.

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