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Editorial: Em busca de adesão

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A semana promete terminar movimentada com a greve geral que está sendo organizada pelas centrais sindicais. Programada para o próximo dia 28, elas dizem que pode ser a maior mobilização de trabalhadores e de diversos setores da sociedade dos últimos 30 anos no país. A ação está sendo desencadeada em protesto contra as reformas da Previdência – que adia aposentadorias e diminui benefícios -, a trabalhista e a lei da Terceirização. A principal reclamação, além da perda dos direitos e benefícios, é que nenhum setor foi ouvido antes de as mudanças serem anunciadas.

Segundo sindicalistas, a última grande paralização envolvendo diversas categorias ocorreu em 1986 durante o governo de José Sarney e foi feita contra o Plano Cruzado. Agora, as centrais sindicais se unem para mostrar força e conquistar a adesão da população que mostraria o descontentamento com as reformas anunciadas pelo governo do presidente Michel Temer.

A mobilização tem sido motivo de reuniões entre os mais diversos sindicatos e a meta é fazer com que o maior número de pessoas participe na sexta-feira com o que eles consideram medidas simples como não sair de casa, não ir ao banco e ao comércio.

Em âmbito local, os representantes dos sindicatos também se uniram e algumas ações serão realizadas na cidade. As ações serão definidas pelas centrais sindicais e informadas um dia antes aos sindicalistas da cidade, como trás a repórter Cláudia Helena da Silva Marquezi nesta edição.

Espera-se que o movimento seja legítimo e pacífico, assim, a mensagem clara de força possa chegar até Brasília, onde as medidas contra os trabalhadores estão sendo tomadas. O evento não pode tornar-se político, uma vez que alguns Sindicatos defendem com afinco partidos que estão ou já estiveram no poder. O momento é de discussão dos problemas e essa é única saída para que as reformas sejam feitas de maneira que não afundem ainda mais o país e também não prejudiquem a classe trabalhadora. É preciso maior transparência dos que ocupam cargos públicos.

Uma greve geral, corajosa e destemida, é tudo que hoje teme o governo. Que as centrais e sindicatos estejam seriamente preparados para enfrentar o desafio de se construir essa ação e unificada em benefício da população e que o dia 28 de abril fique marcado na história do país como um movimento que conseguiu mudar o rumo de tantas decisões distorcidas.  

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