Home»Editorial»Editorial: A tal economia

Editorial: A tal economia

0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

Desde abril as ocorrências relacionadas a furto e vandalismo em prédios públicos têm aumentado e chamado à atenção. A maioria deles aconteceu em imóveis de responsabilidade da Secretaria de Educação. Portas e janelas são facilmente arrombadas e os vândalos entram e levam de tudo: do botijão de gás a produtos alimentícios. Além disso, vandalizam o local retirando as coisas do lugar, espalhando alimentos pelo chão e defecando no playground usado pelos estudantes.

A Guarda Civil Municipal até realiza o patrulhamento nos prédios públicos, uma de suas obrigações, mas o serviço não tem surtido efeito, pois não tem inibido a presença desses vândalos. Algumas escolas foram invadidas mais do que uma vez na mesma semana, o que demostra a fragilidade tanto dos prédios públicos quanto do policiamento que é feito.

Com tantos prédios públicos, são mais de 40 só da Educação, fica difícil para a GCM, que também realiza o policiamento ostensivo da cidade, combater sozinha esse tipo de crime. Por conta disso, o monitoramento é apontado como essencial para evitar que essas ocorrências ocorram. Só nesta edição a repórter Karina de Araújo relata os casos mais recentes de invasão a unidades escolares.

A justificativa da Secretaria de Educação é a falta de recursos para ainda não ter implantado o sistema de monitoramento nos prédios escolares. Somente, agora, após os sucessivos casos de invasão é que a secretária Celia Mamede informou que solicitou orçamentos para dar início ao processo licitatório para a contratação do monitoramento por câmeras e alarmes.

A Secretaria de Educação tem um dos maiores orçamentos do município e, por isso, é inadmissível aceitar a justificativa de falta de recursos. É preciso priorizar e o planejamento neste caso foi errôneo. É preciso levar em conta o custo benefício desse tipo de investimento. Além dos danos materiais, estudantes, inclusive crianças, estão vivenciando uma situação que deveria ser evitada pelas autoridades municipais.

O orçamento da Prefeitura e de uma Secretaria deve ser melhor estudado e as prioridades precisam ter como metas, principalmente a saúde e o bem-estar da população. A insegurança já faz parte do cotidiano da maioria dos guaçuanos e o que se vê é a falta de cuidado ao envolver crianças dentro desse cenário. Espera-se que a Secretaria de Educação resolva esse problema o quanto antes e que no futuro seja mais prudente ao economizar em algo que não afete diretamente a população.

Post anterior

GCM apreende 2.434 DVDs e CDs

Próximo post

Adriano Miossi lança segundo livro de coleção