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Desgaste dos precatórios também é argumento

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A aprovação do valor mínimo de R$ 5 mil para o pagamento de precatórios também está pesando entre os vereadores. Eles alegam que o fato de terem aprovado o Projeto de Resolução que reduziu o valor mínimo de R$ 20 mil para R$ 5 mil torna contraditória a aprovação de um projeto de lei que reajuste o salário dos servidores efetivos da Câmara em 20%. “Não tem lógica. Claro que o servidor merece. Ele é quem faz aquela Casa girar. Nós, vereadores, vamos passar. Eles ficam. Mas votamos a redução no valor do precatório e não temos argumento para votar este, agora”, justificou o vereador Elias dos Santos, o Pastor Elias (PSC).

Aliás, Pastor Elias foi enfático ao dizer que o fato de ter assinado o projeto de lei tornando o documento apto para leitura na sessão e encaminhamento para as Comissões Permanentes da Casa não significa que será favorável ao projeto de lei. “Assinei o projeto para que ele pudesse dar entrada na Casa. Apenas isso”, frisou o vereador.

O presidente da Câmara rebateu a alegação do Pastor Elias afirmando que a mudança no valor mínimo para o pagamento de precatório precisava ser aprovada, a fim de evitar que R$ 27 milhões fossem retirados de uma única vez dos cofres da Prefeitura comprometendo o funcionamento de vários setores públicos da cidade. “O valor era milionário. Foi uma decisão que permitiu dar governabilidade para o prefeito. No caso dos precatórios, cada servidor que tiver a sentença executada terá incorporado em seu salário a diferença salarial sentenciada pelo juiz. O reajuste que a Câmara propõe ao seu servidor é muito pequeno perante aos milhões dos precatórios. Não terá impacto tão severo no cotidiano da população”, argumentou Zanco.

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