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Criança atingida por banco é operada

Família processará Prefeitura, pois afirma que banco estava solto e, por isso, caiu sobre a perna da menina de 11 anos

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Teve alta na manhã desta terça-feira (18), a estudante Lara Vitória Domingues da Cruz, 11, que passou por cirurgia para colocação de platina depois que o banco do ponto de ônibus caiu sobre sua perna esquerda. O acidente aconteceu no início da noite de sábado (15), no Parque Residencial Ypê Amarelo. A família da menina processará a Prefeitura, pois afirma que o ponto de ônibus, instalado há menos de um mês, estava com o banco solto.

flavia mae crianca acidente ponto onibus ipe amareloNo momento do acidente, Lara estava acompanhada da irmã gêmea e de uma prima. A família iria para a casa da avó. As três seguiram na frente, enquanto a mãe de Lara, Flávia Roberta Domingues da Cruz, acabava de fechar a casa. Aliás, o ponto de ônibus pode ser avistado da casa da família. “Quando saí na porta e vi a movimentação achei que ela tivesse sido atropelada”, conta lembrando que foram necessárias três pessoas para retirar o banco de cima da perna da filha.

Assim que a peça de concreto foi levantada por três pessoas, Flávia conta que a filha foi socorrida por um carro de passeio e levada à Santa Casa. “Não dava para esperar”, diz referindo-se ao fato de não ter chamado de equipe de resgate. No hospital, a menina passou por exames de raios-X que constataram as fraturas. “O osso foi esmagado e o médico explicou que teria de colocar a placa de platina com os parafusos. Ela fez a cirurgia ontem (segunda-feira)”, explica.

Flávia adianta que pretende processar a Prefeitura porque houve negligência na instalação do banco. “O médico avisou que ela vai ter de tomar cuidado para não sofrer outro acidente. Ela terá problemas ao passar em porta de banco, por exemplo, por causa da platina. A vida dela não será a mesma”, pontua. A mãe conta que o problema poderia ter sido evitado, se o banco tivesse sido bem instalado. “Ela sentou e ele (banco) veio pra cima dela com tudo”, relata ao referir-se à placa de concreto usada como acento e às duas peças que sustentam esta estrutura.

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APOIO

Lara teve alta e saiu do hospital com a receita de dois medicamentos, sendo que o antibiótico conseguiu no posto de saúde, mas faltou o analgésico. “E não é só isso, não. Ela vai precisar de cadeira de rodas, de fisioterapia e de outros medicamentos”, elencou a mãe. Flávia ainda se preocupa com os estudos da filha que cursa o 6º ano do ensino fundamental da escola estadual do Jardim Santa Cruz.

lara crianca acidente ponto onibus ipe amareloNa manhã de terça-feira (18), após alta médica da filha, Flávia entrou em contato com a Ouvidoria do Município para relatar o ocorrido e pedir apoio à filha. “Pediram para retornar a ligação à tarde”, explicou relatando que o caso já deve ser de conhecimento das autoridades porque o assunto se alastrou pelas redes sociais.

A família também vai registrar o ocorrido em um B. O. (Boletim de Ocorrência). Foi relatado ainda que na manhã de segunda-feira (17), no mesmo dia da cirurgia de Lara, uma equipe da Prefeitura fez a recolocação do banco no ponto de ônibus.

AVERIGUAÇÃO

Franceli não descarta abertura de sindicância

 A instalação dos pontos de ônibus no município é realizada pela Proguaçu S/A, que já foi acionada pelo secretário de Obras e Viação, Salvador Franceli, para prestar alguns esclarecimentos sobre o acidente ocorrido no Parque Residencial Ypê Amarelo. Não é descartada a abertura de sindicância, caso seja necessário este respaldo para que possa ser prestada ajuda à família.

“Mantive contato na Proguaçu e acharam estranho que uma criança de 11 anos tenha conseguido derrubar um banco que pesa 200 quilos e precisa de três homens para levantar”, adianta Franceli. Por isso, ele diz que é preciso verificar o que pode ter acontecido anteriormente ao acidente, por isso, a possibilidade de sindicância. Uma das hipóteses é de que o banco tenha sido alvo de vandalismo e, por isso, tenha se deslocado e ficado solto.

crianca acidente ponto onibus ipe amareloFranceli diz que o relato das pessoas é de que o banco estava balançando. “Isso não acontece mesmo que não esteja chumbado, tanto que foi recolocado e está firme, sem problema”, pontua frisando que não foi chumbado porque é preciso fazer o piso antes deste procedimento. O secretário reforça que os bancos dos demais pontos do bairro estão nesta mesma situação e não oferecem risco de queda. Isto porque, os dois pés pesam 50 quilos e o assento 150 quilos. “O peso não permite que balance. A equipe da Proguaçu não concorda com esta hipótese de que o banco tenha sido mal colocado”, atenta.

Quanto ao pedido de ajuda à Prefeitura, Franceli disse que tratará a questão junto ao jurídico para ver de que forma a Prefeitura pode colaborar com a família. “Minha vontade não é lei. Preciso de um respaldo”, pontua referindo-se ao fato de ser solidário à família.

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