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Casas da CDHU estão com infiltração

Problema é observado há anos; moradores alegam que casas foram construídas sobre mina d´água

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Paredes mofadas, água empoçada nos cantos das paredes e revestimentos soltando. Estes são os problemas alvos de queixas de moradores de algumas casas à Rua Adriano Barreto da Silva, no Jardim Novo Itacolomy. Os imóveis são um empreendimento da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e foram entregues em abril de 1994. E não é a primeira vez que este problema é observado.

Em 2012, a mesma situação já foi enfocada pela Gazeta. À época, a informação repassada à reportagem foi de que a CDHU havia providenciado drenagem, mas a infiltração retornou. Nesta ocasião, a proprietária da casa disse desconfiar de que havia mina d´água no terreno. Desta vez, não é diferente. Só muda o endereço, pois as casas afetadas são outras, todas localizadas na mesma calçada daquelas que apresentaram problemas há cinco anos.

mina d'agua itacolomi doisMoradora no imóvel 211, Ana Maria Bertolazi acredita que, como as casas acima receberam a drenagem, a água da mina começou a escoar para as outras casas que não contam com este sistema. “Na minha casa é isto que você está vendo o tempo todo. Não para. E nos dias de chuva só piora”, diz mostrando a água que se acumula no canto da lavanderia e no quintal. Na área interna, as paredes estão úmidas e mofadas, além de os revestimentos estarem se soltando.

Ana Maria até começou a reformar o imóvel, mas desistiu. “Vi que não dá para eu fazer nada, enquanto não drenarem esta água”, analisa. Ela conta que o quintal está inutilizado porque a infiltração é tanta que virou um lamaçal com mato. A dona de casa comenta que desanimou de cuidar da casa e de aguardar por melhorias. Mas admite que não ter pensado em procurar a CDHU. Ana Maria reside no imóvel desde 1994, quando aconteceu a entrega pela CDHU.

Problemas semelhantes enfrentam outras duas vizinhas de Ana Maria. Uma delas é a dona de casa Zélia de Oliveira Silva. Ela mostra as paredes recém- pintadas e lamenta as marcas de umidade. “Aqui, neste canto, a água mina de fazer poça, especialmente nos dias de chuva”, diz relatando que fez drenagem no quintal. Isto porque, no interior do imóvel o problema começou há poucos anos. Por isso, Zélia acredita que a água da mina vai encontrando novos caminhos, a partir da drenagem das casas localizadas na parte mais alta da rua.

 

VISTORIA

Através da assessoria de imprensa, a CDHU informou que será realizada uma vistoria nos imóveis nos próximos 20 dias. No entanto, salientou que as obras passaram pelas aprovações necessárias e na ocasião não apontaram necessidade de intervenção de drenagem ou encontraram qualquer mina d’água no local.

mina d'agua itacolomi dois

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