Home»Política»Câmara se posicione contra a legalização do aborto no país

Câmara se posicione contra a legalização do aborto no país

1
Compartilhamentos
Pinterest Google+

Uma moção propondo repúdio da Câmara de Mogi Guaçu a qualquer matéria que discorra sobre a descriminalização do aborto no Brasil foi o principal tema de debate na sessão legislativa de segunda-feira (17). A moção é de autoria do vereador Guilherme de Sousa Campos, o Guilherme da Farmácia (PSD), mas recebeu as assinaturas de todos os demais vereadores.

De acordo com Guilherme, 78% da nação brasileira se manifestam contra a legalização do aborto no país, por isso, sua iniciativa de propor a moção deixando claro o posicionamento dos vereadores guaçuanos. “Legalizar o aborto fere a vontade de uma parcela significativa do povo brasileiro. Podemos ver isto em enquetes, pesquisas, consultas públicas que são feitas em todo o país. O povo brasileiro diz não ao aborto e, sim, à vida”, frisou o vereador.

Guilherme
Guilherme

A moção proposta por ele deve-se ao fato da ministra do STF (Supremo Tribunal Federal), Rosa Weber, ter determinado recentemente que o Presidente da República, Michel Temer, o Senado Federal e a Câmara dos Deputados se posicionem sobre o assunto o mais célere possível. Isso porque, Rosa Weber é relatora da ação ajuizada pelo PSOL que pede a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gravidez. “Queremos que ela se manifeste favorável à vida, e não ao aborto. Também queremos com essa moção incitar os deputados federais a se manifestarem contrários a esta propositura feita pelo PSOL e para que também sejam contrários a legalização do aborto no nosso país. Querem aprovar uma lei que atenta contra a vida”, advertiu Guilherme.

Na tribuna da Câmara, o vereador Jéferson Luís (PROS) acusou o STF de querer empurrar goela abaixo da população uma decisão arbitrária como é a legalização do aborto. “Defendo que o STF não deva legislar sobre este assunto. Isso seria o ideal. O PSOL é contra a redução da maioridade penal porque considera que o jovem não é capaz de responder por seus atos, mas quer que um feto seja abortado. É contraditório”, comparou.

A moção de Guilherme recebeu o apoio dos vereadores Natalino Tony Silva (Rede Sustentabilidade); Luís Zanco Neto, o Zanco da Farmácia (PTC); Luciano Firmino Vieira, o Luciano da Saúde (PP), que discursaram contrários ao aborto e sua legalização no país.

O vereador Elias dos Santos, o Pastor Elias (PSC), inclusive, sugeriu que a Câmara levante a bandeira, literalmente, a favor da vida e repudiando qualquer tentativa de legalização do aborto. “Podemos criar um movimento de conscientização das pessoas, seja por meio de caminhadas ou carreatas. O importante é que esta Casa continue defendendo o direito a vida, que nos é dada por Deus. Não podemos compactuar com esta violência”, concluiu.

Post anterior

Após morte em clube, B.O. é registrado contra o Samu

Próximo post

Jogos da 1ª Divisão começam neste domingo