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Câmara quer discutir situação de quem mora nas ruas

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Na sessão da Câmara, na noite desta segunda-feira (24), os vereadores demonstraram preocupação com o crescente número de moradores em situação de rua na cidade. Rodrigo Falsetti (PTB) reforçou que este assunto problemático já foi discutido em outras sessões da Casa, mas é necessária uma ação eficaz nessa questão. “Sabemos que é um tema delicado. Afinal, são seres humanos que também precisam de ajuda, de auxílio, muitas vezes para se recuperarem de dependências do uso de drogas. Mas está se tornando um cenário que chega a dar medo quando a gente estaciona o carro, por exemplo, e estas pessoas que vivem nas ruas nos abordam pedindo dinheiro”, relata Rodrigo frisando que boa parte são pessoas que chegam a Mogi Guaçu vinda de outras cidades e muitas delas têm passagem pela polícia.

Diante disso, na quarta-feira (26), Rodrigo se reuniu com as secretárias municipais de Promoção Social, Mariana Martini, e de Segurança, Judite de Oliveira, para discutir sobre o crescimento no número de pessoas em situação de rua na cidade. De acordo com Rodrigo, a preocupação é por causa das pessoas que vêm de outros municípios. “A situação está insuportável. Não se tem mais sossego quando saímos de um mercado, estamos numa praça ao parar nosso carro sempre tem algum morador de rua nos abordando para pedir de dinheiro e isso gera muita insegurança. Dá medo”, queixou-se.

reuniao moradores rua vereadores prefeitura e albergueTambém participaram da reunião os vereadores Jéferson Luís (PROS), Natalino Tony Silva (Rede Sustentabilidade), Fábio Luduvirge Fileti, o Fabinho (PSDB); Guilherme de Sousa Campos, o Guilherme da Farmácia (PSD); Luiz Carlos Nogueira, o Carlos Kapa (PSD); Francisco Inácio Magela, o Chicão do Açougue (PSD); e Luciano Firmino Vieira, o Luciano da Saúde (PP).

Tanto Mariana Martini quanto Judite de Oliveira reforçaram que já há ações do Governo Municipal que tentam reinserir cada um deles de volta às suas famílias. “Mas é uma situação muito complicada, porque muitos destes moradores de rua querem continuar na rua, não querem voltar para suas casas”, observou Mariana.

O presidente do Albergue Noturno, José Roberto Panciera, o Tomé, também participou da reunião e deixou claro que a entidade que preside ampara todas as pessoas que buscam o albergue, inclusive mandando elas de volta para suas cidades. “Pagamos a passagem, colocamos a pessoa num ônibus e este morador de rua não pode voltar ao albergue durante um ano. Tivemos uma redução de 20% nosso atendimento. Não é o albergue que causa esse transtorno social”, rebateu Tomé.

A presidente da Acimg (Associação Comercial e Industrial de Mogi Guaçu) Sônia Izabel Carinhato Zanuto, também participou do encontro. Agora, o grupo de vereadores quer se reunir novamente, mas, desta vez, com o prefeito Walter Caveanha (PTB) para tentar buscar soluções que amenizem a presença das pessoas em situação de rua em Mogi Guaçu.

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