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Atletas e presidente de clube vão parar na delegacia

Após desentendimento no Centro de Treinamento, todos foram ouvidos e liberados na delegacia; jogadores podem ir embora amanhã

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O presidente do Independente Futebol Clube de Mogi Guaçu, Jonas César de Oliveira, foi parar na delegacia após envolver-se em uma briga com jogadores. O desentendimento ocorreu na manhã de quarta-feira (26), quando Jonas foi ao Centro de Treinamento para retirar bolas e outros pertences do Clube.

Ele contou aos guardas que o roupeiro lhe havia dito que os jogadores arrombaram a sala de bolas e furtado o material esportivo, assim como jogos de camisas do time. Devido à discussão, os guardas civis Ferreira, Lucas e Thiago conduziram todos até a delegacia.

Na Central de Polícia Judiciária, Jonas alegou que conseguiu reaver as camisas que estavam na sala e soube que as bolas estavam com outra pessoa que se comprometeu a devolvê-las. O veículo de propriedade de Jonas, um Versailles/93, cor cinza acabou sendo apreendido pelos guardas municipais, pois estava com licenciamento irregular desde 2013 e porque Jonas não portava a CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

Sem crime, a ocorrência foi registrada como ‘não criminal’, uma vez que os sete jogadores quiseram relatar a falta de amparo do Clube em relação à estadia deles na cidade.

caso jogadores jonasOs jogadores, entre 20 e 22 anos, todos moradores dos Estados de Pernambuco, Bahia e Paraíba, contaram ao delegado que foram contratados para jogar com a promessa de comida e moradia. “Disputaríamos campeonatos onde ‘olheiros’ nos observariam, mas no dia 13 fomos abandonados por Jonas sem comida e cortaram a energia e a água e estamos comendo com doações. Ele não quer rescindir os contratos e não quer pagar nossas passagens de volta”, relataram os jogadores em depoimento.

Desde o dia 17 voluntários estão fazendo a doação de alimentos, gás e um grupo de torcedores do Mandi (Clube Atlético Guaçuano) está arrecadando fundos para pagar a passagem aérea dos jogadores. A ideia é que eles embarquem para seus destinos amanhã (30).

caso jogadores jonas

Entenda o caso

Jonas alega que antes do feriado da Páscoa dispensou os jogadores instruindo o técnico a mantê-los em suas residências até um momento oportuno para terminar os treinos de avaliação. Mas que o técnico Cassius Manga foi quem os manteve no local após o feriado, contradizendo sua ordem. E, por isso, ele não teria mais responsabilidade sobre os jogadores. O técnico foi demitido, mas também continua no local e disse que não vai embora porque não pode abandonar os jogadores que trouxe do Nordeste para o Clube. Manga diz que os acompanhará o grupo até o aeroporto e de lá volta para sua cidade, em Ribeirão Preto.

O presidente do Clube informou que com base em um contrato que fez com os jogadores, documento não registrado em Cartório, não se responsabiliza por pagamento de salários ou manutenção do alojamento ou da alimentação caso fossem dispensados. Jonas também nega tirar vantagens financeiras das famílias dos garotos em nome de projeção no futebol.

Não é a primeira vez que o presidente do Independente Futebol Clube é denunciado. Já houve denúncias semelhantes em 2013 e 2015. A denúncia era a mesma: ‘improvisação’ do alojamento e comida insuficiente.

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