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Artigo: O direito de nascer!

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Deixem as crianças virem a mim. O Reino de Deus é delas”. (cf. Mc 10,13-16)   Um dos pontos mais interessantes da Sagrada Escritura, a meu ver, é a narrativa da criação no livro do Gênesis. Deus criou tudo com um amor indiscutível e carinhoso e viu que “tudo era bom”. Ao criar o ser humano à sua imagem e semelhança, faz do homem e da mulher sua obra prima, imprimindo em cada pessoa o desejo do bem e a busca por seu amor. Entregando ao homem e à mulher a tarefa de “cuidar” da criação lhes deu a responsável missão de gerar novos filhos para a vida e para a fé.

O autor sagrado descreve a criação do homem e da mulher com a perfeição de detalhes próprios do amor que se entrega e que sabe sem ele não há felicidade. O ser humano se viu passar do isolamento e da infelicidade à comunhão e à reciprocidade: “agora sim, carne de minha carne e ossos de meus ossos”!  Ao mesmo tempo, entram em cena os palpites e murmurações do ser humano querendo mais e mais, e, com sua esperteza deixa de lado a busca pela sabedoria; cai no conto da serpente e daí em diante sabemos que quanto mais longe de Deus, mais o ser humano fica egoísta e se desumaniza.  Do egoísmo surgem as mais variadas disputas, desavenças intrigas, divisões e ódios.  Assim, os que foram criados para a comunhão e a fraternidade, para gerar a vida e aperfeiçoá-la, acabam por desrespeitar o grande dom divino: a Vida!

Recentemente a discussão que chega ao Supremo tribunal Federal é sobre a possibilidade de se matar os embriões com doze semanas de gestação. O grande absurdo é que senadores, deputados e desembargadores que se posicionam a favor do aborto se dizem defensores da vida das mulheres! Menos das que serão abortadas com doze semanas. Olha o disparate! Comparam um novo ser, com doze semanas, três meses de vida, com um furúnculo a ser removido ou uma “unha encravada” que a manicure retira…

Um político que hoje é prefeito de uma grande capital chegou a dizer que o aborto diminuiria o nascimento de menores delinquentes… quanto preconceito; outra hipocrisia é dizer que o aborto de embriões até três meses é um direito sexual da mulher, como afirma uma nobre senadora. Uma pessoa gerada é direito sexual de outra? Faça-me o favor! Direito sexual é orientar as pessoas a respeito das doenças possíveis em uma vida sexual desregrada; vida sexual é uma coisa, matar um embrião, uma vida que já tem três meses, é bem diferente. Mais espanto me causa o ministro do Supremo Tribunal que afirma que legalizar o aborto “vai diminuir muito o seu número”. Outro insulto à inteligência humana.

Não será mais viável punir os que roubam milhões de reais do povo e fazer devolver aos cofres públicos para os hospitais, médicos e remédios que estão em falta? Não será melhor investir em escolas públicas com qualidade para que os estudantes mais pobres fiquem à deriva num sistema que privilegia uns e condenando outros a viver sem escola e sem trabalho?

Será um desrespeito às mulheres uma sociedade hipócrita e abortista comemorar o dia das mães. Se não se respeita o santuário da vida, se se nega o direito à maternidade não se pode celebrar a data como desencargo de consciência. Ouso aqui dizer que não pode aproximar-se da sagrada Eucaristia os que, como Herodes e Hitler querem a morte de inocentes.

Que o dia das mães seja celebrado como o dia de quem ama a vida que se doa e se vive no amor e por amor. (Jo 10,10)

 

João Paulo Ferreira Ielo é pároco na Igreja Matriz Imaculada Conceição, em Mogi Guaçu

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