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Artigo: É preciso dizer um basta

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Intrigado, pergunto, a quem de direito, qual seria o custo da crise cumulativa que assola a nação e seus filhos apavorados. Gostaria de saber, também, se os autores dessa grande histórica trágica, serão inocentados pelas mágicas anistias do poder político.

Os desdobramentos da crise se avolumam e criam comprometedoras vertentes que se infiltram nas estaturas sociais, culturais, econômicas e políticas. As frágeis estruturas de resistência desaparecem entre os ocupantes contraditórios de todos os escalões do poder público hoje encoberto de ranhuras e seus relevos degenerados que se mantêm no dia a dia de tantos contrapés.

Ouço, a cada momento, a ladainha que resmunga expulsando a sinceridade de propostas decentes e honestas, todas condenadas ao extermínio incendiário interminável nesse corpo estranho que se chama crise. Converso, ouço, sinto o diagnóstico das ruas de todos os amigos mergulhados nas correntezas de decepção cívico-patriótica que é arremessada contra o país em que vivemos.

Penso em alguma luz inovadora, vinda de algum lugar insuspeito, capaz de redescobrir uma mesa integrada por ideias suprapartidárias e que tenham a aparência pura e risonha de um futuro próximo e despoluído.

Meus pais e meus avós, que alimentavam os bate-papos com amigos, no ambiente sadio de tempos saudosistas, tinham lá suas lamúrias repassadas entre interlocutores respeitáveis dos tempos em que se acreditava na verdade, no fio de barba assinando compromissos e na convicção de que existiam prerrogativas assentadas na confiança e no respeito recíproco.

Estamos assombrados e sobressaltados, mesmo saudando alguns pontos positivos no intrincado mapa inseguro da economia. O PIB acorda de um desmaio paralisante inaugurado solenemente pelos tentáculos demagógicos de Lula e Dilma, os pais e tutores do populismo contagiante e viciado que semearam na cumplicidade de festanças popularescas patrocinadas pelo PT em fase terminal. Sair da crise, até agora, é não encontrar nenhuma porta bem ventilada. Sofremos não só pela incapacidade província de lideres desavisados, mas também por culpa direta dos confrontos decorrentes da falta de politização e da teimosia impatriótica que insiste em permanecer na prática de discussões aleatórias e improdutivas.

Estou dizendo um basta, da minha parte, ao abusivo clima que marca ponto constante e diário nas altas esferas da Republica.

A babel existe com a predominância de um dialeto malicioso, indecifrável pelo dicionário da decência, sem a nenhuma virtude de brasilidade. Estão enforcando o país numa cerimônia que se desenrola a prestações asfixiantes e deterioradas. Falta humildade, sobra arrogância que está generalizada em muitos segmentos. Estamos em desacordo até, mesmo, contra o totalitarismo de carcereiros das bancadas superiores que admitem que o Brasil sairá da crise sepultando a corrupção endêmica que aí está, enraizada e nociva.

Reafirmo, assim, meu estado consciente de indignação diante de tudo isso que avança na contramão de um povo que vê morrerem seus valores essenciais. Antes da debandada apontada por muitos pessimistas, restaria um olhar deplorável em torno dos que corroem e sugam sem serem percebidos. Chegou a hora de reagirmos com o pulso cívicos com que se conduziram os líderes e vanguardeiros que esfacelaram a ditadura fardada com a marcha redentora das “Diretas Já”.

 

 Mário Vedovello Filho é cirurgião-dentista, professor universitário e ex-vereador em Mogi Guaçu

 

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