Home»Artigos»Artigo: Aécio: De elogiado a bandido

Artigo: Aécio: De elogiado a bandido

0
Compartilhamentos
Pinterest Google+

Estamos passando por uma fase difícil a respeito da corrupção no Brasil. Quando tivemos a delação da Odebrecht, em abril deste ano, houve um tsunami político. A respeito escrevi um artigo, comentando: “Para se ter uma ideia do tsunami político, foram relacionados cinco ex-presidentes: Sarney, Collor, Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma. Três ex-candidatos à Presidência da República: José Serra, Alckmin e Aécio Neves. O governo Temer foi fortemente atingido: oito de seus ministros”. Pelo que se viu não escapou quase ninguém!

Um nome relacionado me causou surpresa: Aécio Neves. Eu o tinha em bom conceito. Tanto assim que em setembro de 2007, escrevi um artigo sob o título: “Aécio: Um tucano sem radicalismo”, elogiando uma atitude dele. Posteriormente, em junho de 2013, escrevi um artigo, no qual me referi à carreira política de Tancredo Neves e Miguel Arraes, concluindo: “Agora os netos querem o cargo que os avôs não conseguiram [Presidência da República]. Aécio Neves, neto de Tancredo, que foi deputado, governador e hoje senador, é o provável candidato a presidente pelo PSDB, visando 2014 [foi candidato].

O mesmo ocorreu com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, neto de Miguel Arraes. Ele foi deputado estadual, Ministro da Ciência e Tecnologia do governo Lula, em 2004, e se elegeu governador de Pernambuco em 2006 e se reelegeu em 2010, com 80% dos votos. Em 2011, foi considerado, segundo o IBOPE, o melhor governador do Brasil. (…) Será que os netos conseguirão o que os seus ilustres avôs não conseguiram? Como sempre digo: a conferir”. Não conseguiram. Eduardo Campos morreu em 13/8/2014, aos 49 anos, quando o jato que viajava do Rio para Guarujá caiu em um bairro residencial de Santos.

Aécio quase chegou lá perdendo para Dilma, em 2014, por uma pequena diferença. Aí começou minha decepção: Ele venceu por uma grande margem de votos no Estado de São Paulo (Em Mogi Guaçu, segundo o vereador Guilherme de Souza Campos, o Guilherme da Farmácia, Aécio obteve 68,45% dos votos), mas perdeu em Minas Gerais, sua terra Natal! Por que? Segundo a oposição, ele se elegeu deputado, governador e senador porque a irmã dele, hoje presa, controlava a imprensa mineira. Quando se ficou sabendo o que ele fez, perdeu lá… Se não é verdade, é bem provável.

As acusações contra Aécio são gravíssimas. Na televisão, aparece o primo dele, Fred, recebendo dinheiro, que era para ele. Aécio confessou que realmente recebeu, mas era para pagar o advogado. Por que, então, recebê-lo às escondidas?  O tio dele, pai do Fred, na internet, foi incisivo: “Para o bem do Brasil, sua carreira política está encerrada”. Será? A conferir…

A revista Veja, que é insuspeita, publicou uma reportagem,  sob o título “A vez de Aécio”, da qual transcrevi trechos em texto a este jornal (Gazeta, 20/4/2017).  A revista noticiou, entre outras coisas, que, das denúncias da Odebrecht, “seis (sic) se referem a Aécio”. A situação dele está tão ruim, que os próprios aecistas, constrangidos, reconhecem: ele é bandido, embora, agora, por motivo óbvio, não seja de estimação! Eu não chego a esse ponto. Prefiro aguardar o julgamento dele pela Justiça…

 

Jasson de Oliveira Andrade é jornalista em Mogi Guaçu

Post anterior

Colaboradores do UAI são homenageados na Câmara

Próximo post

Curtas: furto de farmácia e de bolsa deixada em carro