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Artigo: A crise política e a economia

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A denúncia do empresário Joesley Batista, sócio do grupo JBS (FrigoBoi) contra o presidente Michel Temer foi um terremoto na política brasileira, com graves reflexos na economia brasileira. Por este motivo, o Estadão ouviu seis economistas. A opinião deles é o que veremos a seguir.

Armando Castelar Pinheiro, coordenador de Economia da Ibre/FGV, declarou: “A incerteza é maior. Abala a confiança. Afeta o investimento. Aperta o crédito. A tendência é que o nível de atividade vá enfraquecer. O quanto vai enfraquecer depende da velocidade com que se consiga sair dessa situação. Enquanto ficar a sensação de que as coisas podem mudar, de uma hora para outra, e ninguém sabe para onde, mais a economia vai sentir. A incerteza é o problema: não saber quem será o presidente, se o Temer fica ou sai”.

José Luís Oreiro, professor de Economia da UFRJ, afirmou: “No que se refere à economia, o ano de 2017 faleceu na semana que passou. Eu já tinha dúvidas sobre o crescimento. Antes de acontecer o terremoto (sic) que vimos, já tinha dito para todo mundo que o governo estava comemorando um – entre  aspas  – falso positivo (sic). O que é isso? De fato, nós vamos ter um crescimento no primeiro trimestre deste ano, mas, basicamente, será motivado  pelo excelente desempenho da agropecuária. Esse desempenho não vai se repetir nos próximos trimestres e também não tem fôlego suficiente para puxar o crescimento de toda a economia em 2017. (…) Depois do terremoto (sic), as coisas ficaram muito mais complicadas, de uma maneira ou de outra”.

Luís Carlos Mendonça de Barros, economista, disse: “É preciso olhar em duas direções. De um lado, temos a recuperação cíclica, que tem uma dinâmica própria. O salário real médio, neste ano, está positivo. Como o número de empregados é sete vezes maior que o número de desempregados, o gasto dessas pessoas terá um efeito positivo na economia. Temos de considerar também o resultado excepcional do agronegócio (sic) e seus efeitos”. O economista conclui: “O fim de semana será crítico. Todo mundo vai parar para avaliar se Temer tem condições de continuar. Eu acho difícil (sic). O governo vai tentar levar adiante a reforma trabalhista, que exige um número menor de votos. Esse é o teste. A prova do pudim. Se não conseguir, aí é o fim”.

Nelson Marconi, professor da FGV, constata: “O que aconteceu [Terremoto político] afeta a confiança. Quem pensava em investir, pode desistir. O nível de atividade pode não reagir ou até recuar, com reflexo no desemprego. (…) Algumas avaliações são de que, para a economia (sic), é melhor Temer ficar. Discordo. O melhor cenário é ter uma rápida mudança de governo. Só isso vai acalmar os ânimos”.

Samuel Pessôa, pesquisador do Ibre/FGV, lamenta: “Eu queria que o governo Temer fosse até o final e que a gente tivesse, na sequência, uma eleição tranquila , Fiquei triste com tudo”. O pesquisador conclui: “Temer vai ter que renunciar. Se ele se agarrar ao cargo, vai ser mesquinhez. Vai afundar o País (sic)”.

O curioso é que esses economistas se manifestaram pela saída do presidente. E desmentem a extrema-direita: “Fora Temer” não é um lema apenas da esquerda. Atualmente é uma opinião praticamente geral. Lamentavelmente…

Pela opinião desses economistas, o terremoto político abalou a economia. Como será o fim dessa gravíssima situação? A conferir!

 

Jasson de Oliveira Andrade é jornalista em Mogi Guaçu

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