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Após susto, mãe e avó tentam entender sumiço

A pequena Ana Beatriz de 2 anos ficou desaparecida por quatro horas na quinta-feira (4) e foi localizada por um casal

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“Foi um desespero, mas graças a Deus ela está aqui. Agora é não deixá-la na calçada porque um policial me disse que tive sorte, porque nesses casos é difícil encontrar a criança novamente”, disse Paloma Porto dos Reis, mãe de Ana Beatriz, de 2 anos, que desapareceu na manhã desta quinta-feira (4).

A menina foi encontrada quatro horas depois do seu desaparecimento. Ela sumiu enquanto a avó conversava com uma vizinha no portão da residência, no Jardim Imperial (Zona Norte).

O portão é de madeira, mas a dona de casa já disse que o marido vai trocar por outro que mantenha as crianças em segurança. O casal ainda tem outros dois filhos, um de seis anos e um bebê de 7 meses.

ana beatriz desaparecida encontrada jd imperialA única coisa que a mãe ainda quer saber é detalhes de como o casal a encontrou. “Ainda pretendo falar com ele que mora aqui perto. Por ser mãe eu quero entender o que aconteceu com ela, em que construção ela estava. E porque a levaram embora e não chamaram logo a polícia. Coisa de mãe”, comenta Paloma.

Foi a mãe de Paloma, Sueli Porto, quem foi com os policiais na residência da namorada do homem, na Vila Bertioga (região central), buscar Ana Beatriz. A avó contou que não conhece o casal que encontrou a neta, mas que o rapaz disse morar perto da residência da família. A família reside há dois meses no bairro.

Os policiais militares Alan e Soares foram com a avó até a residência no Bertioga. Eles relatam que quando a criança viu a avó correu e a abraçou. Ainda segundo a avó da criança, o casal teria dado banho e trocado a roupa da neta alegando que estava suja.

 

Como aconteceu

Enquanto a polícia e moradores ajudavam nas buscas pela criança, o pai chegou a suspeitar que a menina tivesse sido raptada. O pedreiro Antônio da Conceição Mesquita disse que a esposa saiu cedo para levar o filho de cinco anos para a van escolar. Em seguida, desceu para a região central para tentar resolver pendências junto ao INSS (Instituto Nacional de Seguro Social). A sogra, então, ficou na casa com o bebê de sete meses e Ana Beatriz.

“Ela queria ir com a mãe, mas eu disse que iria trabalhar na casa do lado e ela ficaria. Ela desapareceu do nada, foi questão de minutos”, desabafou o pai antes da criança ser encontrada.

Antônio disse que o colega chegou por volta das 7h30 e o chamou para medirem uma parede na construção vizinha para, então, preparem o reboque. Ele saiu e não percebeu se a criança teria ido atrás. Foi só depois disso que escutou a sogra perguntar se a menina estava com ele. “Acho que alguém a pegou porque não dava tempo de ela andar muito”, disse o pai.

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O encontro

Na delegacia, a desempregada Angela Maria Rodrigues, de 48 anos disse que estava no apartamento do namorado no Jardim Imperial e ao saírem do condomínio e trafegarem pelo bairro viram a menina na laje de uma residência em construção. O namorado parou o veículo, teria subido em uma escada e, então, resgatou a criança. Como Ana Beatriz não sabia indicar a casa onde mora, a mulher decidiu ir para sua residência no Bertioga, na região central. O namorado da mulher, Carlos Regis Silva, um pintor de 54 anos, disse que ao saber das manifestações das pessoas sobre o desaparecimento de uma menina pelas redes sociais e que se tratava da mesma criança decidiu ligar para a PM.

criança desaparece jd imperialTodos foram liberados após prestarem depoimento na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). A menina está bem e passou por exame médico legista e não há sinais de violência sexual ou lesões. A mãe da menina disse que a filha é esperta e já sobe escadas e que pode mesmo ter sido encontrada em uma laje.

O delegado Fernando Zucarreli Pinto disse que não houve indícios de crime na conduta do casal. “O correto é chamar a polícia no local até para que haja um atendimento adequado. Mas nem todas as pessoas tem discernimento para acionar a polícia de imediato. E eles monitoravam as redes sociais e assim que viram que era a criança ligaram para a polícia”, comentou.

Para o delegado, o desaparecimento da criança foi mesmo um descuido e, por isso, ele ainda quer conversar com a mãe para orientar melhor sobre a guarda e passado o susto ver com mais calma a versão de com quem estava e como sumiu.

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