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Após maus-tratos, Kapa cobra castração

Nesta semana, animais foram resgatados após serem abandonados em uma casa

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Atualmente, a Kapa (Kamael Associação Protetora dos Animais), que cuida de animais vítimas de maus-tratos e abandono, mantém 100 animais no abrigo, entre cães e gatos. “São cerca de 8 a 10 pedidos de resgate por dia. Mas como resolver sem verba?”, lamenta o fundador e voluntário da entidade, Luiz Carlos Nogueira que também exerce o cargo de vereador.

Além da conscientização da sociedade,os voluntários Valdirene de Souza Floriano e Luiz Carlos defendem que para acabar com abandono e maus-tratos é preciso implantar a castração. “Senão vamos continuar a ‘enxugar gelo’, não vamos vencer recolher animais. É preciso um controle de natalidade animal”, comenta Valdirene.

Com base em lei federal, que obriga os municípios a controlar a população animal, Luiz Carlos, redigiu uma lei que foi aprovada no mês passado. Entre outras medidas, a lei prevê a castração em massa. “A solução não é recolher”, afirma.

Luiz Carlos e Valdirene
Luiz Carlos e Valdirene

O prefeito Walter Caveanha (PTB) ainda não sancionou a lei e se entrar em vigor a Kapa juntamente com a Secretaria de Saúde organizarão as campanhas de castração no município.

O resgate de animais passou a ser feita pela Kapa há 15 anos, quando Luiz Carlos fundou a entidade para evitar que os animais recolhidos pela ‘carrocinha’ fossem mortos no CCZ. “Eu presenciei essa época, em que havia cerca de 500 sacrifícios de animais por mês. Era assim que as Prefeituras em todo o país faziam para controlar a população animal. E hoje temos mais leis de proteção como essa da castração”.

A entidade se mantém com doações de rações para cães, gatos e produtos de limpeza. A limpeza do abrigo com canil e gatil, medicação e cuidados é feita diariamente por voluntários que se revezam. Há também quatro protetores que integram a rede de lar temporário e seis animais estão internados em clínicas veterinárias. Uma clínica para primeiros-socorros está sendo construída no abrigo da Kapa, mas foi paralisada por falta de recursos financeiros.

Maus-tratos

Uma ocorrência de maus-tratos contra animais foi registrada pela Guarda Civil Municipal na tarde do feriado da última segunda-feira (1º de maio). A voluntária e vice-presidente da Kapa, Valdirene de Souza Floriano, recebeu a denúncia de vizinhos de uma chácara no bairro Nova Mogi Guaçu, antigo Limoeiro.

denuncia morte cachorro e abandono bairro limoeiroOs moradores da residência denunciada mudaram e deixaram os cães em estado de abandono. Quando Valdirene, voluntários e protetores chegaram para resgatar os animais, o cadeado do portão da casa havia sido estourado. Um animal já estava morto, provavelmente após passar fome e sede. Outros 11 cães, inclusive oito filhotes, estavam debilitados.

Voluntários e protetores da Kapa entraram no imóvel, mesmo sem a autorização do dono, com apoio da Guarda Civil Municipal. Com algumas informações, o proprietário do imóvel foi localizado. O proprietário, que pediu para não ser identificado, acionou a imobiliária e desconfia que o inquilino deixou a residência há cerca de dois meses.

Ele alega que vizinhos o informaram que não via mais movimentação na casa e que os animais poderiam estar abandonados. Com receio de entrar na chácara sem ter as chaves do imóvel, disse que foi atrás do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Foi informado que funcionários não poderiam entrar em imóvel particular para retirar os animais. Em outra ocasião, foi avisado pelo CCZ que filhotes teriam sido resgatados por vizinhos após ficarem presos em uma tubulação. Mas não tomou outras providências por aguardar os contatos da imobiliária com o inquilino.

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No final da ação, o rottweiler foi adotado por um dos moradores do bairro. Uma cadela com quatro filhotes foi para um lar provisório. Por falta de vaga no abrigo da Kapa, uma cadela e dois filhotes acabaram ficando na rua em frente à residência. O proprietário do imóvel se dispôs a comprar ração e deixar em vasilhas em frente à residência até eles serem adotados.

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